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MADRID 19 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, criticou neste domingo o presidente do Governo, Pedro Sánchez, por seu anúncio de que a Espanha proporá nesta terça-feira, em Bruxelas, que a União Europeia rompa seu acordo de associação com Israel, e questionou sua legitimidade para se erigir como referência em matéria de direitos humanos.
"Não aceitaremos uma interpretação hipócrita de alguém que mantém relações com regimes totalitários que violam os direitos humanos, como a Turquia de Erdogan e a Venezuela de Maduro. Um governo que recebe agradecimentos do regime brutal do Irã e de organizações terroristas, e que se dedicou a difundir o antissemitismo”, afirma Saar em uma mensagem em espanhol em sua conta no X.
“Não temos nada contra os cidadãos da Espanha, pelo contrário, mas sim contra o duplo padrão do governo de Pedro Sánchez”, explicou o ministro das Relações Exteriores.
Sánchez anunciou neste domingo que, na próxima terça-feira, o Executivo proporá à União Europeia a rescisão do Acordo de Associação com Israel porque “um governo que viola o direito internacional não pode ser parceiro da Europa”.
O governo, por meio de uma carta à qual a Europa Press teve acesso na última sexta-feira, solicitou, juntamente com a Irlanda e a Eslovênia, à Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas, um debate formal sobre o Acordo de Associação com Israel no qual "todas as medidas sejam colocadas em discussão", o que incluiria sua suspensão, à luz das medidas e ações que o governo de Benjamin Netanyahu vem realizando.
A carta, assinada pelos ministros das Relações Exteriores dos três países, entre eles José Manuel Albares, sustenta que a revisão já realizada em junho passado sobre o cumprimento das obrigações de Israel em relação ao artigo 2º do acordo, que exige o respeito aos Direitos Humanos, deixou claro que tal não era o caso “e a situação não fez senão se deteriorar”.
A Comissão Europeia já havia alertado há alguns dias que, para que a suspensão parcial do acordo com Israel possa ser aprovada, é necessária a unanimidade dos Vinte e Sete, e até agora esse consenso não foi alcançado, embora todas as propostas continuem em aberto.
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