Publicado 29/04/2025 01:17

Israel chama as audiências da CIJ sobre o papel da ONU na Palestina de "circo"

A Autoridade Palestina denuncia que Israel transformou Gaza "em uma vala comum para os palestinos e para aqueles que vêm em seu auxílio".

28 de abril de 2025, Haia, Holanda do Sul, Países Baixos: Juízes da Corte Internacional de Justiça se reúnem para iniciar a sessão da tarde sobre um pedido de parecer consultivo. Em 28 de abril de 2025, as Nações Unidas e o Estado da Palestina foram b
Europa Press/Contacto/James Petermeier

MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, descreveu como um "circo" e "outro procedimento vergonhoso" as audiências iniciadas na segunda-feira pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre as obrigações desse país em relação à presença e às atividades da ONU e de outras organizações internacionais nos territórios palestinos ocupados.

O chefe da diplomacia israelense considerou os procedimentos da CIJ como "parte da perseguição sistemática e da deslegitimação de Israel", um "país democrático" que, em suas próprias palavras, mantém "um forte compromisso com o estado de direito, incluindo o direito internacional". Nesse sentido, ele declarou que essa "campanha palestina" não tem o objetivo de obter justiça, mas de "tentar deixar Israel indefeso".

"Se a CIJ continuar a ser explorada para fins antissemitas, como o TPI (Tribunal Penal Internacional), ela perderá sua credibilidade e legitimidade. O TPI já chegou a esse ponto. O TIJ está a caminho", acrescentou ele em uma coletiva de imprensa relatada pelo The Times of Israel.

O chefe da pasta diplomática também reiterou as acusações contra a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), alegando que ela tem "terroristas" em sua equipe.

"Sob a fachada de uma agência da ONU, a UNRWA é parceira do Hamas", disse ela, alegando novamente o "direito de autodefesa" das autoridades israelenses para justificar ações militares e bloqueios. "Não é Israel que deveria estar sendo julgado. É a ONU e a UNRWA", afirmou.

As audiências, que continuarão até sexta-feira, são resultado do parecer consultivo solicitado à CIJ pela Assembleia Geral da ONU, que exigiu saber "quais são as obrigações de Israel, tanto como potência ocupante quanto como membro das Nações Unidas? com relação à presença e às atividades" da ONU e de suas agências "no Território Palestino Ocupado e em relação a ele, incluindo a garantia e a facilitação do fornecimento desimpedido" de ajuda "necessária para a sobrevivência da população civil palestina" e "em apoio ao direito do povo palestino à autodeterminação".

A missão diplomática palestina na CIJ acusou Israel de "comportamento criminoso" ao tentar "destruir o povo palestino, anexar permanentemente o território palestino e anular a questão dos refugiados". "Israel está transformando Gaza em uma vala comum de palestinos e daqueles que vêm em seu auxílio", disse em uma declaração em sua conta na rede social X.

Ele enfatizou que as audiências iniciadas na segunda-feira pelo órgão com sede em Haia estão ocorrendo "em um momento de ameaça existencial ao povo palestino e ao direito internacional como um todo".

"Mostramos como Israel está matando de fome, matando e deslocando palestinos, enquanto ataca e bloqueia organizações humanitárias que tentam salvar suas vidas, em flagrante violação de suas obrigações sob a Carta da ONU", disse ele, antes de lembrar que "Israel é uma potência ocupante ilegal, acusada de genocídio (e que) seu primeiro-ministro (Benjamin Netanyahu) é procurado pelo TPI". "É imperativo agir, é uma questão de vida ou morte", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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