Publicado 23/04/2026 14:46

Israel ataca o sul do Líbano, matando três pessoas poucas horas antes de seu encontro em Washington

Beirute abordará as “violações” cometidas pelo Exército israelense contra seu território durante o cessar-fogo, que espera prolongar

Reunião do Conselho de Ministros na presença do presidente libanês, Joseph Aoun
PRESIDENCIA LIBANESA EN X

MADRID, 23 abr. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos três pessoas morreram em um novo bombardeio perpetrado pelo Exército de Israel contra uma localidade no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor e a poucas horas de delegações dos dois países realizarem um segundo encontro em Washington com o objetivo de estabelecer relações pacíficas.

Isso foi confirmado pelo Ministério da Saúde libanês em um breve comunicado no qual se especifica que “o ataque inimigo israelense” ocorreu na estrada de Shukin, no distrito de Nabatiyé. Além disso, outro bombardeio de Israel sobre a cidade de Yater, também no sul do Líbano, causou pelo menos dois feridos, um deles menor de idade.

O Exército de Israel lançou esses ataques em um dia em que está prevista uma reunião entre os dois países em nível de embaixadores e com a mediação dos Estados Unidos.

O presidente libanês, Joseph Aoun, garantiu que o objetivo do encontro iminente é “estender” o cessar-fogo alcançado na semana passada e que Beirute espera que este inclua “o fim da destruição de residências e dos ataques contra civis, locais de culto, jornalistas e os setores médico e educacional”. “É isso que a embaixadora do Líbano nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Mouawad, transmitirá na reunião, e fará todo o possível para garantir essas disposições”, assinalou em suas redes sociais.

O presidente prometeu trabalhar para “abordar as violações” do cessar-fogo durante a reunião e, apesar delas, comemorou que “a questão do Líbano está de volta à agenda dos Estados Unidos”. “Isso nos abre portas, se as coisas se desenrolarem como devem, em termos de recuperação econômica, reconstrução e outras áreas”, acrescentou.

Nesse sentido, Aoun “espera” visitar Washington e se reunir com o presidente Donald Trump para “informá-lo detalhadamente sobre a situação no Líbano”, pois considera que “uma ligação telefônica não é suficiente para abordar essas questões nem para chegar a um entendimento”.

O Líbano e Israel chegaram a um acordo, na semana passada, para uma trégua temporária de dez dias que, no entanto, não pôs fim à troca de ataques entre o Exército israelense e o partido-milícia xiita Hezbollah. Nesta última ofensiva de Israel contra o país vizinho, iniciada no último dia 2 de março, morreram cerca de 2.400 pessoas e mais de 7.600 ficaram feridas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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