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MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -
O Exército de Israel assumiu, nesta quarta-feira, a responsabilidade por um bombardeio realizado na terça-feira contra um veículo das forças de segurança da Faixa de Gaza, que resultou em quatro mortos, apesar do cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025, na sequência do acordo entre o governo israelense e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para aplicar a proposta dos Estados Unidos para o futuro do enclave.
Assim, destacou que suas tropas “identificaram uma caminhonete que transportava terroristas armados do Hamas”, antes de afirmar que todos eles “agiam para promover planos terroristas de curto prazo contra elementos das Forças de Defesa de Israel (FDI) que operam em Gaza”.
“Imediatamente após a identificação, as forças atacaram os terroristas armados com o objetivo de eliminar uma ameaça real”, argumentou em um comunicado, sem se pronunciar sobre as denúncias de morte de civis no ataque, incluindo um menor.
O Ministério do Interior de Gaza confirmou na terça-feira que o ataque atingiu um veículo da polícia e estimou em quatro o número de mortos — um policial e três civis, incluindo um menor —, depois que fontes médicas citadas pela agência de notícias palestina WAFA apontaram quatro mortos, entre eles uma criança de três anos.
O Ministério da Saúde de Gaza denunciou na terça-feira que pelo menos 757 pessoas morreram e 2.111 ficaram feridas devido a ataques do Exército de Israel desde a entrada em vigor do cessar-fogo, antes de especificar que, nesse período, foram recuperados também 760 corpos em zonas das quais as tropas israelenses se retiraram na sequência do referido acordo.
Por fim, informou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial — foram registrados 72.336 mortos e 172.213 feridos, embora tenha destacado que ainda há corpos sob os escombros e espalhados pelas ruas.
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