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MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -
O gabinete de segurança de Israel aprovou na segunda-feira a intensificação das operações militares na Faixa de Gaza, em uma reunião na qual também abriu a porta para estabelecer um novo método para permitir que a ajuda humanitária volte ao enclave palestino após dois meses de bloqueio.
Todos os membros do gabinete apoiaram a expansão das atividades armadas, sob a premissa de "conquistar Gaza e manter os territórios". O plano apresentado pelo chefe da IDF, Eyal Zamir, exige o deslocamento da população de Gaza para o sul e medidas para impedir que o Hamas controle a ajuda.
Precisamente em relação à ajuda, o governo endossou que empresas privadas não israelenses gerenciem as entregas, sujeitas, de qualquer forma, a que Israel dê novamente o sinal verde para esse fornecimento. Nesse caso, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, se distanciou da maioria do gabinete, de acordo com fontes citadas pela mídia israelense e pela Bloomberg.
O ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, destacou o novo plano para Gaza nas mídias sociais como "um passo corajoso no caminho para a vitória absoluta", embora, em sua opinião, a "solução real e profunda" para a Faixa "só virá com o progresso total do plano de migração", um eufemismo para o deslocamento em massa da população.
Israel rompeu unilateralmente o cessar-fogo acordado com o Hamas em meados de março, resultando na reativação da ofensiva e em um bloqueio humanitário amplamente condenado por organizações internacionais.
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