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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
O Parlamento de Israel aprovou a criação de um tribunal militar especial para julgar centenas de supostos envolvidos nos ataques de 7 de outubro de 2023 liderados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço das autoridades israelenses, podendo alguns deles enfrentar a pena de morte.
A aprovação ocorreu com 93 votos a favor dos 120 legisladores da Knesset, conforme informou o jornal “The Times of Israel”, que acrescenta que os julgamentos serão públicos e transmitidos, algo pouco comum no país.
O ministro da Justiça israelense, Yariv Levin, referiu-se a essa aprovação como “um dos momentos mais importantes da atual Knesset”, garantindo que, com ela, “será feita justiça e a história desse terrível massacre será contada ao mundo inteiro por gerações”.
O gabinete de uma das promotoras deste projeto de lei, Yulia Malinovsky, estimou em mais de 300 o número de acusados, entre os quais estariam supostos membros da Nukhba, braço armado do Hamas.
Entre as acusações a serem julgadas neste tribunal, que ficará em Jerusalém, estão as agressões contra o povo judeu, bem como crimes de guerra e contra a humanidade.
Por sua vez, entre as vozes da oposição ao projeto destaca-se o deputado árabe-israelense Ahmad Tibi, que afirmou ter perdido familiares em Gaza e não utilizar tais fatos “para fins políticos”, nem buscar “vingança”.
A aprovação da criação desse tribunal ocorre após o Parlamento israelense ter aprovado um projeto de lei que prevê a pena de morte para palestinos condenados por homicídio em casos de “terrorismo”, uma norma aplicada apenas nos tribunais militares da Cisjordânia, que julgam exclusivamente acusados palestinos, já que os israelenses, inclusive os colonos, são julgados em tribunais civis.
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