Europa Press/Contacto/Nasser ishatyeh
MADRID 14 ago. (EUROPA PRESS) -
O Exército israelense puniu nesta sexta-feira cinco militares da unidade Netzah Yehuda, composta em sua maioria por judeus ultraortodoxos, por terem despido um detido palestino, amarrado-o a uma maca, vendado-lhe os olhos, prendido suas mãos a uma barra de madeira nas costas e fotografado-o.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) explicaram em um comunicado que o detido palestino “tentava se automutilar” e que, por isso, os militares o amarraram. No entanto, a autoridade militar reconheceu que a forma como lidaram com a situação contraria os “valores” do Exército.
Após uma investigação sobre o incidente, o Exército informou que o comandante do batalhão foi transferido para outro cargo, enquanto seu segundo em comando recebeu uma advertência. Outro dos militares — aquele que imobilizou o palestino — foi condenado a cinco dias de prisão e afastado das tarefas de combate.
Da mesma forma, o militar que tirou a foto foi condenado a cinco dias de prisão, enquanto um quinto envolvido foi proibido de sair da base por duas semanas, conforme noticiado pelo jornal “The Times of Israel”.
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