Publicado 07/07/2025 14:29

Israel anuncia plano para concentrar a população palestina em uma "cidade humanitária" no sul de Gaza.

Essa nova área sob controle militar israelense abrigará cerca de 600.000 palestinos que não poderão sair, exceto para emigrar.

Archivo - Arquivo - Palestinos carregam ajuda entregue pela GHF, apoiada por Israel e pelos EUA, em Al Bureij, na região central da Faixa de Gaza.
Moiz Salhi/APA Images via ZUMA P / DPA - Arquivo

MADRID, 7 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou na segunda-feira que já deu as ordens relevantes às Forças Armadas para implementar um plano para a criação de uma nova "cidade humanitária" para concentrar a população palestina em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

Em uma primeira fase, a cidade acomodaria cerca de 600.000 palestinos da área de al-Mawasi, na zona costeira sul do enclave, e pessoas deslocadas de outras partes da Faixa, disse Katz em uma coletiva de imprensa divulgada pela mídia israelense.

Os palestinos só poderiam entrar depois de serem revistados e examinados para evitar a entrada de membros do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e, uma vez lá dentro, não poderiam sair.

O objetivo é transferir toda a população civil palestina para essa área, que seria vigiada à distância pelas forças militares israelenses. O campo seria gerenciado por agências internacionais e teria quatro novos pontos de distribuição de ajuda humanitária.

Katz explicou que o objetivo final é incentivar a população palestina a "emigrar voluntariamente" para fora da Faixa de Gaza. Esse plano "deve ser implementado", enfatizou o ministro.

O ministro da Defesa israelense explicou que, se for feito um acordo com o Hamas para a libertação dos reféns e uma trégua de 60 dias, Israel manterá sua presença no chamado Corredor Morag, ao norte de Rafah, e seria nesse período que a nova cidade humanitária começaria a ser construída. Ele também enfatizou que Israel agora controla 70% do território da Faixa de Gaza.

Katz estava respondendo ao vazamento de um plano para a criação de "Zonas de Trânsito Humanitário", nas quais a população seria alojada com o objetivo de sair de Gaza depois de ser "desradicalizada".

Katz insistiu que essas zonas não seriam governadas por Israel, mas gerenciadas por agências internacionais. No entanto, até o momento, as principais organizações internacionais se recusaram a cooperar em um sistema controlado por Israel e somente a opaca Gaza Humanitarian Foundation (GHF) opera em conjunto com o exército israelense.

Na segunda-feira, a GHF se desvinculou de qualquer projeto de "Zona de Trânsito Humanitário". "A GHF não tem planos e não implementará tais Zonas de Trânsito Humanitário agora ou em qualquer momento no futuro", disse o grupo em um comunicado enviado à Europa Press.

"O documento citado em alguns meios de comunicação não é um documento da GHF e não tem nada a ver com nossa organização ou nossa missão", acrescentou. "É preocupante que eles tenham dado essa informação errônea, apesar de a GHF ter negado repetidamente seu suposto envolvimento", disse.

O grupo enfatizou que "nosso único objetivo é aumentar as operações de ajuda alimentar para atender às necessidades urgentes e esmagadoras do povo de Gaza".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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