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A mídia israelense aponta que outro dos alvos dos ataques foi o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -
O Exército de Israel afirmou nesta terça-feira ter matado o chefe da força paramilitar Basij, Golamreza Soleimani, durante os bombardeios contra o Irã, no âmbito da ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro, em conjunto com os Estados Unidos, contra o país asiático.
“Eliminado o comandante da unidade Basij”, assinalou em um comunicado, no qual afirmou que Soleimani morreu em um bombardeio realizado na segunda-feira contra a capital do país, Teerã. “Sob o comando de Soleimani, a unidade Basij liderou as principais operações repressivas no Irã, empregando violência, prisões generalizadas e força contra manifestantes”, destacou.
Pouco antes, o Exército israelense havia reivindicado novos bombardeios durante a jornada de segunda-feira contra o Irã. “As Forças de Defesa de Israel (FDI) continuam a ampliar os danos a todas as capacidades e bens do regime terrorista iraniano”, afirmou, ao mesmo tempo em que especificou que “dezenas de aviões” participaram de “uma extensa missão de ataque” contra o Irã.
“Dezenas de munições foram lançadas em Teerã contra centros de comando e armazenamento de drones, mísseis balísticos e sistemas de defesa aérea”, disse ele, antes de ressaltar que entre os alvos atacados estão instalações do Ministério da Inteligência e da força paramilitar Basij.
Da mesma forma, ele ressaltou que também atacou instalações do “centro de comando das forças de segurança interna” e “um depósito de mísseis balísticos” em Shiraz, enquanto em Yabriz “desmantelou sistemas de defesa aérea adicionais, ampliando a superioridade aérea na região e protegendo Israel”.
As autoridades do Irã ainda não confirmaram a morte de Soleimani, anunciada por Israel em meio a afirmações de fontes israelenses de que entre os alvos atacados também figura o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Lariyani, sem que tenham esclarecido se ele teria morrido ou ficado ferido no bombardeio.
No entanto, a mídia iraniana já antecipou que, nos próximos minutos, será publicada uma mensagem de Lariyani, dando a entender que ele continuaria vivo. O político era assessor de segurança do falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro nos primeiros momentos da ofensiva dos EUA e de Israel.
ISRAEL FALA DE “CONQUISTAS SIGNIFICATIVAS” Por sua vez, o chefe do Exército de Israel, Eyal Zamir, destacou nesta terça-feira que suas forças obtiveram “conquistas significativas em operações de eliminação durante a noite passada”, sem citar nomes. “Isso tem o potencial de impactar as conquistas da campanha e as missões das FDI”, destacou. Zamir argumentou que “isso se soma às operações antiterroristas realizadas nos últimos dias contra elementos estrangeiros, incluindo alguns ligados à esfera palestina”. “Entre outras coisas, altos cargos envolvidos em atividades terroristas a partir de Gaza e da Judeia e Samaria — nome bíblico da Cisjordânia — que se escondiam em um apartamento seguro foram atingidos em Teerã”, observou. “As FDI continuam operando com vigor contra alvos no Irã. Além dos danos e da erosão das capacidades militares e de produção industrial, atuamos contra elementos da Guarda Revolucionária e do regime repressivo”, argumentou, antes de adiantar que a ofensiva contra o Líbano “é outra importante área de atividades” e destacar as operações “conjuntas” com os Estados Unidos.
As autoridades do Irã confirmaram em seu último balanço mais de 1.200 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.
A ofensiva foi lançada em meio a um novo processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para tentar chegar a um novo acordo nuclear, o que levou Teerã a responder atacando território israelense e interesses americanos na região do Oriente Médio, incluindo bases militares.
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