Publicado 27/05/2026 04:10

Israel anuncia a morte do novo líder do braço armado do Hamas em um bombardeio contra o norte de Gaza

26 de maio de 2026, Palestina, Gaza: GAZA, Palestina, GAZA – 26 DE MAIO: Equipes de emergência chegaram ao local após ataques aéreos israelenses contra um prédio residencial na área de Rimal, na cidade de Gaza, em 26 de maio de 2026, na cidade de Gaza, Ga
Europa Press/Contacto/Hashem Zimmo

Katz elogia a “brilhante execução” do ataque e insiste em promover um “plano de emigração voluntária” da Faixa de Gaza

MADRID, 27 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades de Israel confirmaram nesta quarta-feira a morte do novo líder do braço militar do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Mohamed Odé, em um bombardeio realizado na terça-feira contra a cidade de Gaza, uma semana após ter sido nomeado para o cargo, após o assassinato de seu antecessor, Ezeldín Hadad, em outro ataque contra o enclave.

O Exército e o Shin Bet — o serviço de inteligência interna de Israel — indicaram em um comunicado conjunto que Odé foi “eliminado” no bombardeio, no qual “foram atacados vários edifícios no coração da cidade de Gaza que lhe serviam de refúgio”, um ataque perpetrado apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.

Assim, explicaram que o bombardeio foi executado “após meses de vigilância por parte dos serviços de inteligência com o objetivo de detectar seus movimentos e os de seus assessores na organização”, ao mesmo tempo em que destacaram que “um apartamento próximo, pertencente a um terrorista do Hamas que participou dos ataques de 7 de outubro (de 2023) e que fazia parte do círculo de assessores de Odé, também foi atacado”.

"Odé era o chefe do braço militar do Hamas — as Brigadas Ezeldín al Qasam — há duas semanas, após o assassinato de Hadad", enfatizaram, antes de ressaltar que "nos últimos anos, ele foi o chefe do órgão de inteligência do Hamas, cargo pelo qual foi responsável pelo planejamento e designação de alvos durante os ataques terroristas do Hamas no massacre de 7 de outubro".

"Além disso, Odé esteve envolvido durante a guerra — em referência à ofensiva lançada contra Gaza em resposta aos ataques — na direção de numerosos ataques terroristas e liderou os esforços para coletar e analisar informações de inteligência para preparar planos terroristas contra as Forças de Defesa de Israel (FDI) e os cidadãos do Estado de Israel", afirmaram.

Nesse sentido, enfatizaram que “Odé era um dos últimos comandantes de alto escalão da ala militar do Hamas que supervisionou o planejamento e a execução do massacre de 7 de outubro e a gestão dos combates contra as FDI”, pelo que argumentaram que “sua eliminação representa um golpe significativo aos esforços de reconstrução do Hamas”.

KATZ ELOGIA A "EXECUÇÃO BRILHANTE" DO BOMBARDEIO

Por sua vez, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, assinalou em uma mensagem nas redes sociais que Odé “se reunirá com seus cúmplices nas profundezas do inferno” e destacou que ele é o quarto líder do braço militar do Hamas assassinado desde 7 de outubro de 2023. Anteriormente, Israel matou Yahya Sinwar — em outubro de 2024 —, Mohamed Sinwar — em maio de 2025 — e Hadad.

Katz parabenizou as FDI e o Shin Bet pela “brilhante execução” do bombardeio e lembrou que Israel “prometeu eliminar todos os que lideraram o massacre de 7 de outubro”. “Faremos isso. Todos estão marcados para a morte, onde quer que estejam”, ameaçou o ministro israelense.

“Prometemos que o Hamas não controlará Gaza, nem no plano civil nem no militar, e assim será”, destacou Katz, que insistiu ainda em promover um “plano de emigração voluntária” da Faixa, em referência ao deslocamento forçado da população palestina do enclave para outros países da região, algo descrito por organizações internacionais como uma limpeza étnica do território.

De acordo com informações coletadas pelo jornal palestino 'Filastin', o ataque israelense contra o bairro de Al Rimal, na cidade de Gaza, deixou um total de seis mortos, sem que até o momento tenham sido divulgadas as identidades e sem que o Hamas tenha confirmado se Odé está entre os falecidos.

No entanto, Basem Naim, membro do braço político do Hamas, indicou nas últimas horas que Israel “não quebrará a vontade” dos palestinos. “A batalha continuará até que a entidade — Israel — tenha desaparecido e a Palestina seja libertada, independentemente dos sacrifícios de soldados e líderes”, argumentou.

“Nossa convicção é que ou se alcança uma vitória que expulse essa entidade do território — em referência a Israel — ou se alcançará o martírio que abrirá as portas para a eternidade e pavimentará o caminho para que as próximas gerações continuem nessa trajetória”, acrescentou Naim, conforme informou o ‘Filastin’.

O Ministério da Saúde de Gaza informou na terça-feira que pelo menos 906 pessoas morreram e 2.747 ficaram feridas devido aos ataques perpetrados por Israel desde a entrada em vigor do acordo de cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025, antes de estimar em mais de 72.800 o número de mortos e 172.800 o de feridos pela ofensiva desencadeada após os ataques de 7 de outubro de 2023.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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