Publicado 26/03/2026 07:36

Israel anuncia a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã

Katz afirma que Alireza Tangsiri "era diretamente responsável" pelas restrições à navegação no Estreito de Ormuz

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz (ao centro), durante uma reunião no âmbito da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã
MINISTERIO DE DEFENSA DE ISRAEL/ARIEL HERMONI

MADRID, 26 mar. (EUROPA PRESS) -

O governo do Irã anunciou nesta quinta-feira a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, a quem acusa de estar por trás das medidas militares para bloquear o tráfego naval no estreito de Ormuz como parte da resposta de Teerã à ofensiva israelo-americana, lançada em 28 de fevereiro em meio a um processo de negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.

“Hoje, as Forças de Defesa de Israel (FDI) eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária em uma operação precisa e mortal”, afirmou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que acrescentou que no ataque também morreram “vários oficiais” da organização, sem especificar suas identidades.

Assim, ele destacou que Tangsiri “era diretamente responsável pelos atos terroristas de bombardeio e bloqueio do estreito de Ormuz”, ao mesmo tempo em que observou que isso “é uma mensagem clara a todos os altos cargos da organização terrorista iraniana”, entre eles os da Guarda Revolucionária, “que atualmente controla o Irã”.

“As FDI continuarão eliminando-os um por um”, ameaçou Katz, ao mesmo tempo em que precisou que a morte de Tangsiri representa “uma notícia importante” para os Estados Unidos e “uma demonstração da ajuda das FDI na hora de abrir o estreito de Ormuz”. “Continuamos operando no Irã com todo o nosso poderio para alcançar os objetivos da guerra”, acrescentou.

A morte de Tangsiri, nascido em 1964 e comandante da Marinha da Guarda Revolucionária desde 2018, ainda não foi confirmada pelas autoridades do Irã. O homem estava sob sanções dos Estados Unidos desde junho de 2019, quando foi designado por Washington como “um terrorista”.

As autoridades iranianas confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.500 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado o número para mais de 3.000 mortos.

Entre os mortos figuram figuras de destaque como o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei; o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; e os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respectivamente, bem como altos cargos das Forças Armadas e de outros órgãos de segurança.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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