Publicado 29/07/2026 09:45

Israel anuncia a destruição de um túnel do Hezbollah próximo a um posto da UNIFIL no Líbano

Imagem de arquivo de uma área piloto no sul do Líbano.
Europa Press/Contacto/Katrine Dige HoumÃLler

MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -

O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira a destruição de um túnel que supostamente pertencia ao partidomilícia xiita libanesa Hezbollah e localizado próximo a uma fábrica de materiais de construção, perto de um posto da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), no sul do Líbano.

Essa operação foi realizada na localidade de Haddatha, no distrito de Bint Jbeil, na zona tampão criada pelas forças israelenses no sul do Líbano, conforme informaram as Forças Armadas em um comunicado no qual especificaram que as tropas encontraram na área um túnel de 55 metros de comprimento.

Assim, elas destacaram que esse túnel contava, além disso, com três cômodos adjacentes e “era utilizado pelo Hezbollah como centro de operações”. “Foi construído sob uma fábrica de materiais de construção e a apenas 300 metros do prédio da FINUL”, afirmaram.

“As equipes de engenharia explodiram o túnel”, afirmaram, antes de ressaltar que havia dezenas de armas armazenadas nas proximidades.

DENÚNCIA DE ATAQUES DO HEZBOLÁ NO SUL DO LÍBANO

Anteriormente, as forças israelenses confirmaram que ocorreu um ataque contra um veículo no sul do país, o primeiro ataque desse tipo desde o acordo firmado entre Israel e o Líbano em junho, embora tenham descartado a presença de vítimas ou feridos.

No entanto, as autoridades israelenses apontaram que se trata de uma “violação flagrante do cessar-fogo acordado entre as partes”. Além disso, afirmaram que o Hezbollah possui um “grande complexo subterrâneo próximo a Nabatiyé”, o que leva a supor que dezenas de membros do partido-milícia estariam na região.

Apesar da assinatura do acordo, o Exército do Líbano denunciou que os ataques e incursões intermitentes das Forças Armadas continuaram durante todo esse tempo, o que dificulta o deslocamento seguro para as áreas acordadas. Além disso, o pacto enfrenta a rejeição do Hezbollah, que insiste em não fazer concessões em relação a Israel.

A isso se soma o cessar-fogo formalmente em vigor desde 17 de abril, de acordo com os termos pactuados pelos Estados Unidos e pelo Irã no Memorando de Entendimento de Islamabad — um acordo que já foi violado por ambas as partes, que retomaram recentemente os ataques.

As tensões em torno das ações de Israel no Líbano vêm acompanhadas de advertências de Teerã de que esses atos, ao constituírem violações do pré-acordo, poderiam comprometer definitivamente o processo de paz no Oriente Médio. A situação em território libanês tem sido um dos pontos de atrito nas negociações entre as partes e chegou a provocar diversos desentendimentos públicos entre Israel e os Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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