Ilia Yefimovich/dpa - Arquivo
MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
As agências de inteligência de Israel informaram nesta segunda-feira que conseguiram desmantelar uma “célula terrorista iraniana” que supostamente pretendia atacar altos funcionários israelenses em todo o mundo, embora os principais líderes desse grupo “tenham sido eliminados” no âmbito da ofensiva militar lançada em conjunto com os Estados Unidos contra o Irã no final de fevereiro.
O Mossad, juntamente com as Forças Armadas de Israel e o Shin Bet, indicaram em um comunicado conjunto que os altos cargos dessa rede morreram durante esses ataques, depois que países como o Azerbaijão afirmaram ter frustrado uma série de ataques terroristas atribuídos a cidadãos iranianos em seu território, alguns deles contra a Embaixada de Israel, uma sinagoga e líderes da comunidade judaica.
O serviço de segurança estatal azerbaijano afirmou então ter impedido “atos terroristas e operações de inteligência” no território, os quais atribuiu à Guarda Revolucionária do Irã.
Entre os alvos previstos também estava o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan, que atravessa a Geórgia e a Turquia e transporta cerca de um terço das importações de petróleo de Israel, conforme explicaram as autoridades do Azerbaijão, que informaram que pelo menos sete cidadãos foram detidos durante a investigação.
De acordo com o comunicado da Inteligência israelense, a célula havia contrabandeado drones explosivos para o Azerbaijão e estava coletando informações sobre possíveis alvos sob instruções diretas de seus contatos iranianos.
“Essas detenções permitiram desmantelar a rede terrorista e sua cadeia de comando”, afirma o texto, que indica que Rahman Moqadam, chefe da Divisão de Operações Especiais (4000) da Inteligência da Guarda Revolucionária, estava no comando da rede e “morreu no início da Operação Leão Rugidor”.
Moqadam havia treinado agentes dentro e fora do Irã e lhes pediu que coletassem informações sobre líderes políticos israelenses, funcionários de segurança, instalações militares israelenses e ocidentais, portos e navios israelenses em todo o mundo, conforme indicado pelo jornal “The Times of Israel”, que aponta que o alto-cargo seguia ordens de outro alto-cargo da Inteligência da Guarda Revolucionária, Majid Jademi, também falecido durante a ofensiva.
“Após a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica redobrou seus esforços para estabelecer células terroristas no exterior e perpetrar atentados”, ressalta a Inteligência israelense.
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