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MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -
O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira bombardeios contra supostos “terroristas” que teriam saído na quinta-feira de um túnel localizado nos arredores da cidade de Rafá, no sul da Faixa de Gaza, no que descreveu como “uma violação do cessar-fogo” em vigor desde outubro de 2025.
Assim, indicou em um comunicado que suas tropas continuam operando no lado da “linha amarela” em Gaza, “destruindo infraestruturas subterrâneas e superficiais” e “eliminando os terroristas que permanecem na zona”.
“As forças identificaram ontem (quinta-feira) terroristas armados que saíram de uma infraestrutura terrorista subterrânea no leste de Rafá e violaram o acordo de cessar-fogo”, afirmou, antes de destacar que a Força Aérea realizou bombardeios que “eliminaram vários terroristas”.
Nesse sentido, enfatizou que “em resposta a essa violação, as Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram um ataque direcionado contra terroristas do Hamas em Rafá durante a madrugada de sexta-feira”, sem dar mais detalhes a respeito.
Israel considera que dezenas de milicianos do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezeldín al Qasam, estariam em túneis localizados no sul de Gaza, em zonas sob controle das tropas israelenses na "linha amarela", sem que, até o momento, tenha sido alcançado um acordo para que obtenham passagem segura para as zonas das quais as forças de Israel se retiraram em virtude do referido acordo.
Fontes palestinas denunciaram nesta sexta-feira a morte de pelo menos cinco palestinos em vários ataques israelenses contra o centro e o sul de Gaza, concretamente em Deir el Balá e Jan Yunis, respectivamente, conforme noticiou a agência de notícias palestina WAFA.
O Ministério da Saúde de Gaza estimou na quarta-feira em 618 o número de mortos e em 1.663 o de feridos por ataques israelenses desde 10 de outubro, data em que foram recuperados 732 cadáveres das zonas de onde as tropas israelenses se retiraram, que agora se encontram dentro da chamada “linha amarela”, que ocupa 53% do território do enclave palestino.
Além disso, afirmou que a ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 deixou até agora 72.082 palestinos mortos e 171.761 feridos, embora tenha salientado que “ainda há vítimas sob os escombros e espalhadas pelas ruas em locais onde até agora as ambulâncias e as equipes de Proteção Civil não conseguiram chegar”.
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