MINISTERIO DE DEFENSA DE ISRAEL - Arquivo
O Exército israelense afirma ter matado um suposto membro da Guarda Revolucionária iraniana em um bombardeio contra a capital MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) - O governo de Israel ameaçou nesta quinta-feira “tomar” o Líbano para enfrentar a “ameaça” do partido-milícia xiita Hezbollah, em meio à sua campanha de bombardeios e incursões terrestres em resposta ao lançamento de projéteis pelo grupo em vingança pelo assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
“Avisamos ao presidente libanês (Joseph Aoun) que, se o governo do Líbano não souber controlar seu território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte e dispare contra Israel, nós controlaremos o território e faremos isso”, afirmou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz.
Assim, revelou ordens ao Exército para que “se prepare para expandir as atividades no Líbano e restaurar a paz e a segurança nas comunidades do norte (de Israel)”. “Prometemos paz e segurança às comunidades do norte e é exatamente isso que faremos”, sublinhou.
Katz denunciou assim os últimos ataques do Hezbollah contra o país, incluindo novos lançamentos realizados nas últimas horas, segundo o grupo, que destacou que entre os alvos estavam “instalações e centros militares” de Israel em vários pontos do país, conforme informou a emissora de televisão libanesa Al Manar, ligada ao Hezbollah.
Por sua vez, o Exército israelense anunciou nesta quinta-feira a morte, em um bombardeio realizado na terça-feira contra a capital libanesa, Beirute, de um suposto membro da Guarda Revolucionária do Irã, descrito como “uma figura central na coordenação militar” entre o Irã e o Hezbollah.
O Exército afirmou que o homem, identificado como Abu Dar Mohamadi, era “um comandante da Guarda Revolucionária que operava na unidade de mísseis da organização terrorista Hezbollah”, antes de acrescentar que “trabalhava como elo de ligação e intermediário entre o Hezbollah e o Irã”.
“Mohamadi era um fator central na construção das competências militares da organização terrorista Hezbollah”, afirmou, acrescentando que “tinha conhecimentos essenciais sobre as armas estratégicas do Hezbollah”.
As autoridades libanesas elevaram para mais de 600 o número de mortos devido à onda de bombardeios lançados por Israel, que também destacou militares em várias zonas do sul do Líbano, numa nova invasão que Katz agora ameaça expandir territorialmente.
Israel já havia lançado dezenas de bombardeios contra o Líbano nos últimos meses, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e garantindo que, por isso, não viola o pacto, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado por Beirute e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.
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