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MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -
O governo israelense advertiu que tomará medidas de retaliação se a União Europeia finalmente aprovar o pacote de sanções proposto pela Comissão Europeia na quarta-feira, pois considera que essas medidas são "distorcidas" em termos políticos e "morais".
"As medidas contra Israel terão uma resposta correspondente. Esperamos não ter que tomá-las", disse o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, nas mídias sociais, que no dia anterior já havia enviado uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pedindo-lhe 'in extremis' que não fosse adiante.
As punições anunciadas por Bruxelas, de acordo com Saar, "prejudicarão os interesses da própria Europa". Israel, acrescentou ele, "continuará a lutar com a ajuda de seus amigos na Europa contra as tentativas de prejudicá-lo enquanto trava uma guerra existencial".
A proposta da Comissão Europeia inclui a suspensão de algumas disposições do Acordo de Associação UE-Israel que, na prática, significará a reintrodução de tarifas e a suspensão do financiamento, mas não romperá as relações comerciais. Ela também propõe sanções contra os ministros de direita Bezalel Smotrich e Itamar Ben Gvir, colonos israelenses violentos e uma dúzia de líderes do Hamas.
A aprovação está sujeita ao apoio de uma maioria qualificada da UE-27. A Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, disse em uma audiência que o "objetivo não é punir Israel, mas melhorar a situação humanitária em Gaza", que é "insustentável".
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