Publicado 24/04/2025 15:02

Israel ameaça "ampliar sua atividade" em Gaza se não houver "progresso" na libertação dos reféns

KIRYAT SHMONA, 22 de abril de 2025 -- Soldados israelenses participam de um exercício de resgate próximo à cidade de Kiryat Shmona, no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, em 21 de abril de 2025.
Europa Press/Contacto/Gil Cohen Magen

MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), tenente-general Eyal Zamir, advertiu nesta quinta-feira que as forças israelenses "estenderão sua atividade" na Faixa de Gaza se o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outras milícias palestinas não tomarem medidas concretas para a libertação dos quase 60 reféns ainda mantidos no interior do enclave.

"Se, em um futuro próximo, não observarmos progresso na devolução dos reféns, expandiremos nossa atividade com ações ainda mais significativas e vigorosas", ameaçou Zamir em uma declaração divulgada pelo exército israelense em sua própria mídia social.

Zamir visitou a área de Rafah, localizada no sul da Faixa de Gaza e onde o exército concentrou parte de seus ataques nas últimas semanas. De fato, Israel criou aqui o corredor Morag, que vai de leste a oeste da Faixa de Gaza e divide o enclave entre Rafah e Khan Yunis, duas das principais cidades.

"Continuamos a exercer pressão operacional e a apertar o cerco ao Hamas o quanto for necessário (...) O Hamas é responsável por iniciar essa guerra, agora está cruelmente mantendo reféns e é responsável pela situação do povo de Gaza", disse o chefe da IDF.

Na verdade, Zamir ressaltou que o grupo islâmico palestino "está errado" ao analisar as "capacidades, intenções e determinação" das forças armadas israelenses, lembrando que o líder histórico da milícia xiita Hezbollah, Hassan Nasrala, também caiu nesse erro antes de morrer em setembro do ano passado, vítima de um bombardeio israelense em Beirute.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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