Publicado 12/03/2026 08:06

Israel afirma ter atacado uma instalação supostamente utilizada pelo Irã para “o desenvolvimento de armas nucleares”.

Archivo - Arquivo - Um avião de combate F-15 israelense decolando para bombardear alvos houthis em Hodeida, Iêmen
FUERZAS ARMADAS DE ISRAEL - Arquivo

O Exército israelense afirma que o local estava focado no “desenvolvimento de explosivos avançados” e em “experimentos sensíveis” MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -

O Exército de Israel afirmou nesta quinta-feira que, nos últimos dias, atacou uma instalação nuclear perto de Teerã supostamente usada para “avançar capacidades críticas no desenvolvimento de armas nucleares”, no âmbito da ofensiva lançada em 28 de fevereiro junto com os Estados Unidos contra o Irã.

“Como parte das ondas de ataques recentemente concluídas em Teerã, a Força Aérea (...) atacou outra instalação do programa nuclear iraniano, o complexo 'Taleqan', usado pelo regime para avançar capacidades críticas no desenvolvimento de armas nucleares”, afirmou em um comunicado.

Assim, salientou que “o local foi usado nos últimos anos para o desenvolvimento de explosivos avançados e para realizar experiências sensíveis como parte do projeto AMAD”, no alegado programa de desenvolvimento de armas nucleares do Irã, que sempre negou estar a trabalhar para obter armas de destruição maciça.

O Exército israelense destacou que, durante sua ofensiva, atacou “sistematicamente” o “setor de armas nucleares do Irã, com o objetivo de eliminar uma ameaça existencial emergente para o Estado de Israel”, em linha com suas acusações contra o Irã, embora a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenha afirmado em várias ocasiões que não há provas de que Teerã estivesse tentando desenvolver essas armas.

“Apesar dos graves danos ao programa, o regime terrorista iraniano não abandonou seu plano e continuou a desenvolver e promover as capacidades necessárias para desenvolver armas nucleares”, afirmou o Exército, lembrando que Israel já bombardeou esse mesmo complexo em outubro de 2024.

Por isso, enfatizou que “este ataque constitui mais um passo nos esforços em curso para privar o regime dos componentes centrais necessários para obter armas nucleares”, no âmbito da operação “Leão Rugindo”, “destinada a causar danos profundos e duradouros aos pilares do programa nuclear do regime terrorista iraniano”.

A ofensiva foi lançada precisamente no meio de uma nova rodada de negociações entre o Irã e os Estados Unidos para tentar chegar a um novo acordo nuclear, depois que o pacto histórico assinado em 2015 foi prejudicado e posteriormente esvaziado de conteúdo pela saída unilateral de Washington do mesmo durante o primeiro mandato do presidente americano, Donald Trump.

Os ataques deixaram até o momento mais de 1.200 mortos no Irã, segundo as autoridades iranianas. Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, o aiatolá Alí Jamenei, bem como vários ministros e altos funcionários do Exército iraniano, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e interesses americanos em países do Oriente Médio, incluindo bases militares.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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