Publicado 25/03/2026 06:28

Israel afirma ter atacado duas instalações de produção de mísseis de cruzeiro navais em Teerã

EUA elevam para "mais de 9.000" o número de "alvos militares" que "destruíram" no âmbito da ofensiva contra o Irã

TEERÃ, 23 de março de 2026  -- Nuvens de fumaça se espalham após explosões em Teerã, no Irã, em 23 de março de 2026.   Foram ouvidas fortes explosões em Teerã na manhã desta segunda-feira, informou um repórter da Xinhua, que observou vários clarões no céu
Europa Press/Contacto/Shadati

MADRID, 25 mar. (EUROPA PRESS) -

O Exército de Israel afirmou nesta quarta-feira ter atacado duas instalações de produção de mísseis de cruzeiro navais na capital do Irã, Teerã, no âmbito da ofensiva lançada em 28 de fevereiro em conjunto com os Estados Unidos contra o país asiático.

"A Força Aérea, sob a direção da Inteligência Militar e da Divisão de Inteligência Naval, atacou nos últimos dias duas instalações centrais para a produção de mísseis de cruzeiro navais em Teerã", informou o Exército israelense por meio de um comunicado.

Assim, ressaltou que ambas as instalações “operavam sob o comando do Ministério da Defesa iraniano” e “eram utilizadas pelo regime para desenvolver e produzir mísseis de cruzeiro navais de longo alcance que facilitam a destruição rápida de alvos no mar e em terra”.

"Esses ataques significativos causaram danos extensos ao sistema de mísseis de cruzeiro e representam mais um passo no agravamento dos danos à infraestrutura de produção militar do regime (do Irã)", concluiu, sem que Teerã tenha se pronunciado até o momento sobre o assunto.

Por sua vez, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) especificou na noite de terça-feira, em uma breve mensagem nas redes sociais, que até o momento “destruiu mais de 9.000 alvos militares” no Irã, “eliminando significativamente as capacidades de combate do regime iraniano”.

As autoridades do Irã confirmaram em seu último balanço mais de 1.500 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado o número para mais de 3.000 mortos.

Entre os mortos figuram figuras de destaque como o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei; o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; e os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respectivamente, bem como altos cargos das Forças Armadas e de outros órgãos de segurança.

A ofensiva foi lançada em meio a um processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para tentar chegar a um novo acordo nuclear, o que levou Teerã a responder atacando território israelense e interesses americanos na região do Oriente Médio, incluindo bases militares.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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