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MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira que o Exército está “alerta e preparado” para retomar “com ainda mais força” a ofensiva contra o Irã, declarações que surgem após Teerã ter atacado interesses dos Estados Unidos na região.
Durante um discurso aos cadetes do Exército no âmbito de uma cerimônia de formatura, Katz afirmou que Israel está preparado para demonstrar sua “superioridade aérea e realizar ataques contra o Irã para eliminar as ameaças existentes pela terceira vez”, segundo informações coletadas pelo jornal “The Times of Israel”.
“Se for necessário voltar, voltaremos com mais força”, afirmou ele em comentários feitos depois que os Estados Unidos lançaram, entre terça e quinta-feira, várias ondas de bombardeios contra o Irã, alegando que agiam em resposta aos ataques iranianos contra navios no Estreito de Ormuz, no qual Teerã exige que a passagem seja coordenada com suas forças até que haja um acordo de paz definitivo que encerre o conflito em curso no Oriente Médio devido à ofensiva israelo-americana.
Em resposta a esses ataques, que deixaram pelo menos quatorze mortos e cerca de 80 feridos nesses dois dias, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos norte-americanos em vários países da região, em meio a acusações mútuas sobre violações dos termos do memorando de entendimento assinado em junho entre os dois países e alertas sobre um possível colapso do cessar-fogo acordado em 8 de abril, do qual também faz parte Israel, que prosseguiu com seus ataques contra o Líbano apesar do acordo preliminar.
O próprio Katz já havia insistido anteriormente que o país não retiraria suas tropas do Líbano, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerar plausível essa saída. “Não pedimos permissão a ninguém para entrar no Líbano e não precisamos da permissão de ninguém para permanecer no Líbano”, destacou Katz em declarações anteriores. “É nosso direito e dever defender os residentes da Galiléia e os cidadãos israelenses das ameaças do grupo terrorista jihadista Hezbollah, que pretende destruir o Estado de Israel”, enfatizou.
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