Publicado 10/09/2026 06:10

Israel afirma que não dá prioridade ao Marrocos em detrimento da Espanha como aliado e que o governo o usa como “cortina de fumaça”

A encarregada de Negócios da Embaixada de Israel na Espanha, Dana Erlich, participa de um café da manhã informativo organizado pelo Fórum Europa, apresentado pelo ex-presidente do Governo José María Aznar, no Hotel Mandarin Oriental Ritz, em 10 de setembr
Carlos Luján - Europa Press

MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -

A encarregada de negócios de Israel em Madri, Dana Erlich, afirmou que o fato de seu país manter uma relação estreita com o Marrocos não significa que ele esteja deixando de lado um “aliado importante e histórico” como a Espanha, ao mesmo tempo em que considerou que o governo está usando seu país, no que diz respeito aos acontecimentos em Ceuta, como uma “cortina de fumaça”.

Em um café da manhã informativo organizado pelo Nueva Economía Fórum, Erlich não escondeu sua surpresa quando o presidente do Governo, Pedro Sánchez, sugeriu que Israel espalhou desinformação e boatos em relação a Ceuta, sem apresentar provas para sustentar tal afirmação.

Em sua opinião, “Israel está sendo usado como uma cortina de fumaça” e para desviar a atenção de outros assuntos, em particular a situação em Ceuta após a entrada em massa de migrantes.

Nesse sentido, a diplomata israelense quis deixar claro que “Israel não tem nenhuma dúvida sobre quem detém o controle em Ceuta” e, de fato, a cidade autônoma foi um dos primeiros locais que ela visitou ao chegar à Espanha.

Erlich reconheceu que existe uma relação estreita com o Marrocos, que tem raízes históricas devido à presença de numerosos judeus de origem marroquina em Israel, e que foi reforçada pelos Acordos de Abraão assinados em 2020. “Mas ser aliado ou ter essa conexão não significa que nos esquecemos de outros aliados”, precisou ela.

CONTINUA O DESACORDO COM O GOVERNO ESPANHOL

Nesse sentido, ele ressaltou que “a Espanha é um aliado importante para nós historicamente e também para o nosso futuro”, independentemente de que, com o atual governo, “não concordamos”. “Não concordamos com sua política, com suas declarações, com suas iniciativas”, afirmou ele, denunciando que há uma “abordagem contra Israel” mais do que uma abordagem pró-palestina.

Segundo Erlich, o reconhecimento do Estado palestino, bem como outras iniciativas adotadas pelo governo, não “melhoraram nem mudaram a vida dos palestinos, dos israelenses e da região”.

Dito isso, ele esclareceu que, para “retornar à normalidade com o atual governo”, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, retirou o embaixador de Madri em 2024, Israel “precisa de uma mudança de discurso, de política e de declarações”.

Na sua opinião, “a Espanha pode voltar a ser essa ponte, como foi nos anos do presidente (José María) Aznar”, que foi o responsável por apresentá-la, “com visitas, diálogos, encontros de alto nível e uma conversa aberta e honesta”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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