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MADRID, 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta sexta-feira que o Exército israelense manterá suas posições em “todas as zonas que desocupou e conquistou” no Líbano e insiste em seu objetivo final de desarmar a milícia xiita do Hezbollah.
“O Exército israelense mantém e continuará mantendo todas as zonas que desocupou e conquistou. A manobra terrestre no Líbano e os ataques contra o Hezbollah em todo o país alcançaram inúmeros avanços, mas ainda não foram concluídos", indicou o ministro da Defesa em um comunicado divulgado por seu gabinete.
Nesse sentido, ele ressaltou que o objetivo final continua em vigor. “O objetivo que definimos, desarmar o Hezbollah por meios militares ou políticos, continua sendo o objetivo da campanha com o qual estamos comprometidos”, assinalou o ministro, que destacou que foi criada uma “importante alavanca política” com o envolvimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na questão do Líbano, após anunciar um cessar-fogo de dez dias.
Segundo Katz, o presidente norte-americano compartilha do “compromisso com o objetivo” de desarmar o Hezbollah e mantém “pressão” sobre as autoridades libanesas nesse sentido.
OBJETIVO É DESMILITARIZAR A LINHA DO RIO LITANI
O responsável pela Defesa israelense insistiu que a zona entre o espaço ocupado pelo Exército israelense e o rio Litani não foi “desmilitarizada” “nem de combatentes nem de armamento”, razão pela qual insistiu nesse objetivo. “Isso deverá ser alcançado pela via política ou mediante a continuação das operações militares após o cessar-fogo”, afirmou.
Nesse sentido, e em meio à trégua iniciada nesta sexta-feira, Katz sinalizou que, se os combates forem retomados no Líbano, haverá novas evacuações. “Os residentes que retornarem à zona de segurança deverão ser evacuados novamente para permitir a conclusão da missão”, advertiu.
De qualquer forma, ele insistiu que essas operações militares se estenderão além do rio Litano e serão retomadas após a trégua. “Os ataques contra zonas de lançamento e centros de poder do Hezbollah além do Litano e em todo o Líbano, que havíamos iniciado e que estavam previstos para se intensificar significativamente, foram interrompidos antes de atingir seus objetivos e deverão ser retomados”, explicou.
O balanço das Forças de Defesa de Israel é que, nessas semanas de ofensiva contra o Líbano, em meio à guerra no Irã, foram eliminados mais de 1.700 combatentes do Hezbollah e foi criada uma “zona de segurança sob controle do Exército”, que se estende por até 10 quilômetros dentro do território libanês, em uma manobra que justifica para evitar os ataques da milícia xiita contra o norte de Israel.
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