FUERZAS ARMADAS DE ISRAEL - Arquivo
MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) -
O Exército de Israel garantiu que está “alerta” para possíveis “cenários surpresa” em relação à onda de protestos das últimas semanas no Irã, um fato que descreveu como “uma questão interna” do país centro-asiático, que acusou as autoridades americanas e israelenses de incitar distúrbios e violência durante as mobilizações.
“As Forças de Defesa de Israel (FDI) estão preparadas defensivamente e em alerta para cenários surpresa, se necessário. Os protestos no Irã são um assunto interno”, disse o porta-voz do Exército israelense, Effie Defrin, por meio de uma mensagem nas redes sociais.
“Continuamos realizando avaliações contínuas e daremos atualizações diante de qualquer mudança, se houver”, afirmou, ao mesmo tempo em que pediu à população para “não se deixar levar pelos rumores” que circulam “sobre a situação no Irã”.
As palavras de Defrin vêm após ameaças dos Estados Unidos sobre uma possível intervenção militar no Irã se a repressão aos protestos continuar, enquanto Teerã alertou que poderia responder caso Washington lançasse um ataque contra o país.
Nesse sentido, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na segunda-feira que “a diplomacia é sempre a primeira opção” para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora tenha enfatizado que não descarta nenhuma alternativa, entre elas a de bombardear o Irã.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, havia assegurado horas antes que Teerã “não quer guerra, mas está totalmente preparada para uma” e apostou em “negociações justas” com os Estados Unidos para abordar as divergências existentes. Além disso, denunciou que as manifestações derivaram em violência para dar uma “desculpa” aos Estados Unidos para intervir.
Por outro lado, o ministro destacou que o país atravessa agora uma terceira fase, que começou em 10 de janeiro, e que resultou em “a situação estar sob controle”, embora a organização não governamental HRANA, fundada em 2005 e com sede nos Estados Unidos, já tenha estimado em mais de 600 o número de mortos durante os protestos.
Israel já lançou em junho de 2025 uma ofensiva militar contra o Irã — à qual se juntou os Estados Unidos com bombardeios contra três instalações nucleares —, desencadeando um conflito de doze dias em que as forças iranianas lançaram centenas de mísseis e drones contra o território israelense e contra a principal base americana no Oriente Médio, localizada no Catar.
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