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MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusou, nesta segunda-feira, Hollywood de “glorificar” os crimes do influente preso palestino Marwan Barghouti, após uma carta assinada por vários atores que atuam em filmes da Marvel em apoio à sua libertação, após mais de duas décadas atrás das grades.
“Hollywood pode criar super-heróis. Mas não pode inventar a inocência de Marwan Barghouti. Cinco condenações por homicídio. Cinco penas de prisão perpétua. Cinco vítimas de seus planos terroristas”, afirmou a diplomacia israelense em uma mensagem nas redes sociais, na qual relembra os nomes das vítimas de ataques supostamente liderados por Barghouti.
Nesse sentido, Israel pediu que se “lembre” dos nomes das vítimas, “em vez de glorificar seu assassino”.
Os atores Benedict Cumberbatch, Mark Ruffalo, Ian McKellen, Cate Blanchett e Tilda Swinton, entre outros — muitos deles protagonistas de filmes da Marvel — aderiram à campanha internacional pela libertação de Barghouti, uma iniciativa lançada no final de 2025.
“Expressamos nossa profunda preocupação com a prolongada prisão de Marwan Barghouti, os maus-tratos que ele sofreu e a negação de seus direitos legais durante sua detenção”, afirma a campanha.
Outras personalidades que apoiaram a iniciativa são o ator britânico Stephen Fry, o cantor e compositor norte-americano Paul Simon e as atrizes Hannah Einbinder e Ilana Glazer.
Barghouti foi detido pelas forças israelenses em 2002 e condenado a cinco penas de prisão perpétua por supostas acusações de múltiplos homicídios. Ele é um dos presos palestinos mais famosos, além de ser uma figura política proeminente e um potencial sucessor do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.
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