MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
O Coordenador de Atividades do Governo nos Territórios (COGAT), a autoridade militar israelense responsável pelos territórios palestinos, acusou o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) de tentar introduzir substâncias ilícitas na Faixa de Gaza, escondidas em pacotes de ajuda humanitária da ONG World Central Kitchen (WCK).
“A WCK informou de maneira responsável sobre uma tentativa de contrabando detectada entre os suprimentos de ajuda. Durante o preparo de alimentos em sua cozinha, foram encontradas drogas ilegais escondidas dentro de pacotes de pimentões enlatados, incluindo: seis pacotes de haxixe (600 gramas no total) e 162 gramas de substâncias ilícitas não identificadas”, indicou nas redes sociais.
A autoridade publicou uma fotografia que supostamente mostra seis pacotes pretos com haxixe e um saco cheio de comprimidos brancos com o logotipo da marca de automóveis de luxo Lexus, normalmente utilizado por grupos criminosos que produzem captagon como selo de qualidade.
“Consideramos extremamente grave que o Hamas utilize continuamente a ajuda humanitária para o contrabando ilícito. O Hamas não mede esforços, chegando até mesmo a esconder narcóticos perigosos diretamente na ajuda que entra em Gaza. Tais táticas cínicas colocam em risco operações de ajuda vitais em prol de seus próprios interesses egoístas”, lamentou.
O Ministério da Defesa israelense informou, em janeiro de 2023, que as forças de segurança frustraram, na época, uma tentativa de introduzir milhares de comprimidos de captagon da Cisjordânia para o enclave palestino, escondidos em portas de freezers.
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