Publicado 19/03/2025 07:22

Israel acusa Guterres de "decadência moral" após sua condenação dos últimos bombardeios em Gaza

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na sede da ONU em Nova York, EUA (arquivo)
Europa Press/Contacto/Vanessa Carvalho

MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -

O governo israelense acusou nesta quarta-feira o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, de "decadência moral" após sua condenação dos últimos bombardeios perpetrados pelo exército israelense contra a Faixa de Gaza, que deixaram mais de 400 mortos e que foram uma violação do acordo de cessar-fogo alcançado em janeiro com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

"Estou indignado com o bombardeio israelense em Gaza", disse Guterres em sua conta no X, onde pediu "veementemente" o "respeito ao cessar-fogo, a restauração do acesso humanitário irrestrito e a libertação incondicional dos reféns restantes (sequestrados nos ataques de 7 de outubro de 2023)".

Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, disse que Israel "está indignado com o fato de Guterres ser o secretário-geral da ONU". "Nem uma palavra sobre o fato de o Hamas ter rejeitado duas propostas dos EUA para estender o cessar-fogo e libertar mais reféns, propostas que Israel aceitou", disse ele.

"Nem uma palavra sobre o fato de que o Hamas se beneficia da transferência de mercadorias para Gaza para reconstruir sua máquina de guerra e continuar atacando Israel. Nem uma palavra sobre a UNRWA, que, sob sua liderança, emprega terroristas do Hamas, cujas instalações estão sendo usadas pelo Hamas para manter reféns", disse ele. "Estamos indignados com sua falência moral.

O governo israelense ordenou, na terça-feira, que o exército "reprimisse" o Hamas depois que o grupo palestino "rejeitou todas as ofertas" dos mediadores do acordo de cessar-fogo e seus supostos preparativos para lançar ataques, embora o grupo tenha negado que estivesse planejando ataques e até mesmo tenha dito que havia aceitado o plano apresentado pelo enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff.

O Hamas tem insistido em manter os termos originais do acordo, que deveria ter entrado em sua segunda fase semanas atrás, incluindo a retirada dos militares israelenses de Gaza e um cessar-fogo permanente em troca da libertação dos reféns restantes ainda vivos, mas Israel voltou atrás e insistiu na necessidade de acabar com o grupo, recusando-se a iniciar contatos para essa segunda fase.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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