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MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, acusou nesta quarta-feira certos governos europeus, que classificou como “de esquerda”, de promover uma abordagem “radical” e “anti-israelense” no seio da União Europeia, diante dos repetidos debates europeus sobre a adoção de medidas no âmbito do Acordo de Associação.
“Estamos testemunhando uma tentativa por parte de certos governos de esquerda na Europa de arrastar a UE para uma postura radical e anti-israelense”, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Israel em declarações na República Tcheca, onde se reuniu com seu homólogo tcheco, Petr Macinka, um dos principais aliados de Tel Aviv no bloco europeu.
Segundo denunciou Saar, cabe questionar se os parceiros da UE na região do Oriente Médio são “o regime dos aiatolás no Irã”, “o islamismo radical” ou “o terrorismo palestino”, em contraposição a Israel.
Nesse contexto, ele afirmou que a tentativa de “arruinar” as relações entre a UE e Israel se deve a questões de política interna dos governos, mas são esses mesmos Estados-membros que “estão prejudicando os próprios interesses da Europa”.
Este é o terceiro encontro entre os ministros israelense e tcheco neste ano, em uma viagem na qual Saar está acompanhado pelo que classificou como a maior delegação econômica desde que assumiu o cargo de ministro das Relações Exteriores.
“Acordamos convocar em breve nossa comissão conjunta para continuar reforçando os laços econômicos. Entre nossos governos existe uma aliança estratégica e, entre nossas nações, uma amizade de longa data”, afirmou Saar, reivindicando sua visita como “mais um grande passo à frente” nas relações com Praga.
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