Europa Press/Contacto/Weng Xinyang
MADRID 30 ago. (EUROPA PRESS) - A Islândia rejeitou neste domingo a retomada do processo de adesão à União Europeia em um plebiscito cujos resultados contrariaram as previsões iniciais, que apontavam para uma ligeira maioria de defensores da adesão, e que revelam a desconfiança em relação a Bruxelas que a maioria da população islandesa nutre em questões tão delicadas quanto uma política comum de pesca.
O “Não” lidera neste momento com 52,5% (99.037 votos), cinco pontos percentuais à frente dos defensores da retomada das negociações com Bruxelas (47,5%, 89.459 votos), faltando ainda a conclusão da apuração no distrito eleitoral do sudoeste, onde uma reviravolta é impossível, segundo as estimativas da radiotelevisão pública da Islândia (RUV).
A Islândia iniciou as negociações em 2010, mas as suspendeu três anos depois, precisamente devido, entre outros fatores, ao atrito sobre as implicações na política comum de pesca. A vitória do “Não” significa que o eleitorado não confiou nas promessas da primeira-ministra Kristrún Frostadóttir e, sobretudo, do ministro liberal da Economia, Dadi Már Kristófersson — impulsionador do referendo —, de proteger seu setor pesqueiro.
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