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MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo da Irlanda anunciou nesta sexta-feira que proíbe a entrada no país dos ministros da Segurança e das Finanças de Israel, Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich, respectivamente, em retaliação pelo papel “fundamental” que desempenham no “desastre” que as autoridades israelenses estão causando na Faixa de Gaza.
“O ministro da Justiça, Jim O’Callaghan, instruiu seus funcionários a proibir a entrada na Irlanda tanto do ministro Ben Gvir quanto do ministro Smotrich”, confirmou o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, em declarações à imprensa em Tivat, em Montenegro, onde está ocorrendo atualmente a Cúpula UE-Balcãs.
O chefe do Executivo defendeu a medida alegando que as ações e as palavras dos ministros israelenses “equivalem a um desejo de ver os palestinos eliminados da Palestina”.
Além disso, considerou que o comportamento dos dois ministros de extrema-direita "também justifica a imposição de sanções a nível da UE" e garantiu que a questão será levada a Bruxelas, embora tenha duvidado que consiga “apoio suficiente por parte” dos Vinte e Sete, dado “o atual impasse no que diz respeito às sanções contra os colonos”.
Enquanto isso, um porta-voz do Ministério da Justiça, Interior e Migração assinalou em um comunicado divulgado pela emissora de televisão irlandesa RTÉ que a medida aprovada está “em consonância” com os planos já anunciados pelo governo para impedir a entrada no país de “aqueles membros do governo de Israel que desempenharam um papel fundamental na promoção do desastre que está se desenrolando em Gaza”.
A Irlanda, entre outros países como Espanha e Itália, exigiu a Bruxelas sanções contra Ben Gvir, especialmente depois que o ministro de extrema direita divulgou um vídeo em que aparece agitando a bandeira de Israel e caminhando entre os ativistas da última frota a caminho de Gaza, algemados e ajoelhados no porto de Ashdod, para onde foram levados pela Marinha de Israel, gerando críticas tanto internacionais quanto dentro de Israel.
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