Francisco J. Olmo - Europa Press - Arquivo
MADRID, 24 jul. (EUROPA PRESS) -
A eurodeputada e secretária política do Podemos, Irene Montero, afirmou que “a situação está muito feia” para o ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero e que ficou evidente a dificuldade em explicar suas ações, o que leva a suspeitar que “as coisas que estão acontecendo não são nada boas”.
Por outro lado, ela se recusou a comentar a candidatura da segunda vice-presidente, Yolanda Díaz, à presidência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), embora se esperasse “totalmente” que o presidente, Pedro Sánchez, “fizesse algo assim” por ela.
Em declarações à “Cadena Ser”, divulgadas pela Europa Press, ele criticou o fato de o governo do PSOE e do Sumar gerar apenas “decepção” e ser incapaz de “acabar com a corrupção”, resolver o problema da moradia ou combater a violência de gênero.
“Isso é um problema para o nosso país e temos que sair dessa situação pela esquerda”, explicou Montero, que afirmou que as pessoas continuam sem respostas sobre o comportamento de Zapatero após a entrevista concedida pelo ex-presidente nesta quinta-feira, na qual ele negou ter influenciado o resgate da Plus Ultra ou que as joias que mantinha em um cofre fossem um “presente de cortesia”.
De fato, ela observou que certamente há muitas pessoas progressistas que querem acreditar que a atitude de Zapatero “não é nada demais”, mas opinou que sua conduta gera “profunda decepção” e se afasta do papel que um político de esquerda deve desempenhar.
LEIRE DÍEZ ESTAVA “CONECTADA” A ALTAS INSTÂNCIAS DO PSOE
Ela também destacou que o caso “Leire Díez” revela que “ninguém” teria se reunido com a ex-militante socialista indiciada “se não soubesse que ela está conectada às mais altas instâncias do PSOE e do Governo”. Por sua vez, ele afirmou que o PP também não pode se apresentar como solução para a corrupção, pois continua sem esclarecer “quem é M. Rajoy”.
Por outro lado, alertou que um grupo de bombeiros florestais da Comunidade de Madri publicou um vídeo nas redes sociais no qual denuncia que não foram mobilizados efetivos para os incêndios que afetam o sudoeste da região e a falta de recursos enfrentada por esse grupo.
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