Publicado 31/08/2026 12:11

O Iraque se recusa a manter tropas internacionais após 30 de setembro

Afirma que, até essa data, o processo de desarmamento das milícias estará concluído

Archivo - Arquivo - 29 de março de 2020, Iraque, Kirkuk: Um soldado norte-americano monta guarda na Base Aérea K1, próxima a Kirkuk, no norte do Iraque, durante a cerimônia de transferência do controle. A base K1 é o terceiro local que as tropas da coaliz
Ameer Al Mohammedaw/dpa - Arquivo

MADRI, 31 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo do Iraque insistiu no prazo de 30 de setembro, recusando-se a manter tropas internacionais além dessa data, uma vez que Bagdá reitera que não se envolverá na guerra regional provocada pela ofensiva dos Estados Unidos no Irã.

“O primeiro-ministro rejeitou uma proposta para manter algumas forças da coalizão internacional além de 30 de setembro. O governo está acompanhando de perto os acontecimentos regionais e o Iraque não fará parte do conflito”, afirmou o porta-voz do governo iraquiano, Haider al Aboudi, em uma coletiva de imprensa divulgada pela agência estatal INA.

Bagdá informou que o primeiro-ministro iraquiano, Ali al Zaidi, “realizará uma viagem pela Europa para visitar Paris e Berlim durante a primeira quinzena de setembro”, na qual a segurança “estará na agenda durante a visita”.

Os Estados Unidos, que lideram a coalizão internacional, já iniciaram sua retirada coordenada das bases militares no país e ressaltaram que se espera que o processo seja concluído até 30 de setembro, no máximo. Nos últimos dias, houve uma “aceleração tangível” desse processo de retirada, segundo informou o Exército do Iraque, que terá de assumir tarefas para reforçar a segurança do país.

DESARMAMENTO DAS MILÍCIAS NO IRAQUE

Para essa mesma data, as autoridades iraquianas estabeleceram o prazo para concluir o processo de desarmamento das milícias e consolidar o controle exclusivo do Estado sobre as armas. “O governo está dando andamento aos procedimentos e compromissos relacionados à contenção de armas, à regulamentação de sua posse e uso e à unificação da tomada de decisões”, ressaltou, acrescentando que o Estado “está exercendo sua autoridade legal”.

Assim, ele defendeu que o diálogo com as facções “avança de maneira ordenada e as decisões do Estado se baseiam nos interesses nacionais”. “Os diálogos são positivos e o processo será concluído antes de 30 de setembro. Isso representa uma etapa de transição baseada na cooperação e nos interesses comuns”, enfatizou.

O Iraque é um país-chave na guerra entre o Irã, os Estados Unidos e Israel, dada a enorme influência de Teerã sobre Bagdá. De fato, o país foi afetado tanto pelos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra instalações e grupos pró-iranianos no país quanto pelos ataques lançados pelo Irã em retaliação à ofensiva surpresa contra seu território no final de fevereiro, aos quais se uniram milícias iraquianas próximas à República Islâmica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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