Publicado 30/07/2026 19:00

O Iraque nega ter autorizado ataques em seu território após os bombardeios dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita

Archivo - Arquivo - 1º de outubro de 2025, Bagdá, Iraque: A bandeira iraquiana na Praça Al-Tayaran, na capital, Bagdá.
Europa Press/Contacto/Ismael Adnan - Arquivo

MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo do Iraque negou nesta quinta-feira ter autorizado ataques dentro de seu território, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os bombardeios realizados nesta semana em conjunto com a Arábia Saudita contra território iraquiano foram coordenados com Bagdá.

O porta-voz do Executivo iraquiano, Haider al Abudi, afirmou em uma entrevista transmitida pelo canal Al Iraqiya News e divulgada pela agência de notícias estatal INA que o governo do primeiro-ministro, Ali al Zaidi, não deu seu “consentimento” para que fossem realizados ataques dentro do país.

“O governo recebeu a notícia do ataque às 2h50 da madrugada, e o comandante-chefe (...) convocou imediatamente uma reunião com os comandantes e responsáveis pela segurança para traçar os planos necessários para lidar com suas repercussões”, declarou.

Abudi alegou ainda que os ataques, realizados por Riade e Washington contra várias províncias iraquianas, “coincidiram com o retorno do presidente do Conselho de Ministros de Ancara, após concluir uma visita oficial à Turquia”.

Assim, ele garantiu que “o governo não fará parte da guerra, nem fez parte de nenhum dos lados no conflito regional”.

Suas declarações foram feitas depois que o presidente dos Estados Unidos afirmou que os ataques, direcionados contra instalações das milícias pró-iranianas Forças de Mobilização Popular (FMP) no Iraque e que resultaram em pelo menos 20 mortos, foram coordenados com as autoridades iraquianas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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