Publicado 08/04/2026 20:56

O Iraque informa Macron sobre a prisão dos responsáveis pela morte do militar francês em um bombardeio em Erbil

14 de março de 2026, Erbil, Iraque: Combatentes curdos e membros da Organização Khabat do Curdistão Iraniano (Sazmani Khabat) examinam a área afetada pelo ataque com drones iranianos em sua base perto de Erbil, capital da Região do Curdistão do Iraque. Cu
Europa Press/Contacto/Ismael Adnan

MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro do Iraque, Mohamed Shia al Sudani, informou nesta quarta-feira, por telefone, ao presidente da França, Emmanuel Macron, sobre a detenção dos responsáveis — sem especificar o número nem as identidades — pelo ataque com drones perto de Erbil, na região semiautônoma do Curdistão iraquiano, que causou a morte de um militar francês que fazia parte da coalizão internacional contra o Estado Islâmico.

Al Sudani “destacou os esforços das forças de segurança iraquianas e seu sucesso na detenção dos responsáveis pelo ataque com drones contra um local próximo a Erbil onde se encontravam membros da coalizão global para derrotar o Estado Islâmico, no qual faleceu um oficial francês", anunciou o gabinete do primeiro-ministro em um comunicado quase quatro semanas após a morte do militar francês, pela qual o próprio Al Sudani prometeu a Macron uma investigação completa e a tomada das medidas necessárias para evitar que incidentes semelhantes se repetissem.

O líder iraquiano se pronunciou dessa forma em uma ligação telefônica com o presidente francês, na qual, segundo divulgado por Bagdá, ambos os líderes abordaram “a situação no Oriente Médio e os esforços em andamento para deter” a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã e posteriormente estendida também a outros países, como o próprio Iraque, onde se destaca a presença e o papel de múltiplas milícias pró-iranianas no aparato de segurança estatal. Nesse contexto, Al Sudani destacou para Macron “a importância de manter o cessar-fogo de forma a contribuir para fortalecer a estabilidade regional e mundial”.

Precisamente no âmbito regional, a guerra também se voltou para os Estados do Golfo Pérsico e, de forma particularmente sangrenta, para o Líbano, país sobre o qual convergem versões contraditórias quanto à sua inclusão no cessar-fogo negociado por Washington e Teerã e anunciado na véspera: enquanto as autoridades paquistanesas, mediadoras das negociações, afirmaram que o Líbano faz parte da trégua, a Casa Branca e Israel negaram, com o Exército deste último perpetrando o que descreveu como seu “maior ataque” contra supostos alvos do partido-milícia xiita Hezbollah desde o início da ofensiva contra o país, uma onda que deixou mais de 250 mortos e 1.100 feridos.

Especificamente, essa enxurrada de bombardeios também surgiu na conversa mantida entre Al Sudani e Macron, que, segundo informações do gabinete do primeiro, analisaram os fatos bem como “suas repercussões na estabilidade regional, enfatizando a necessidade de deter esses ataques e proteger a população civil inocente”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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