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MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Iraque, Mohamed Shia al Sudani, decidiu nesta terça-feira convocar os representantes diplomáticos dos Estados Unidos e do Irã, em protesto contra os ataques de Washington contra as milícias pró-iranianas Forças de Mobilização Popular (FMP) e os de Teerã contra as forças de segurança do Curdistão iraquiano, que deixaram mais de uma dezena de mortos no total.
O anúncio foi feito por seu gabinete em um extenso comunicado divulgado nas redes sociais ao término da reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional, presidida por Al Sudani e convocada após os ataques mortais.
O órgão decidiu “convocar o encarregado de negócios dos Estados Unidos” em Bagdá, Joshua Harris, para protestar contra a morte de pelo menos 15 membros da coalizão de milícias iraquianas pró-iranianas FMP —parte do aparato de segurança iraquiano—, incluindo um de seus comandantes, em um bombardeio atribuído aos Estados Unidos contra uma de suas posições na província de Anbar, no oeste do Iraque.
Na mesma linha, indicou que entregará uma nota formal de protesto ao embaixador do Irã, Iraj Masjdi, depois que, nesta mesma terça-feira, um ataque atribuído a Teerã contra duas bases na região semiautônoma do Curdistão iraquiano tenha matado pelo menos seis membros das forças de segurança curdas.
As autoridades iraquianas indicaram, ainda, que o Ministério das Relações Exteriores tomará as medidas “necessárias para apresentar uma queixa formal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os atos de agressão e suas consequências, exigindo sua cessação imediata e condenação”.
Além disso, o governo decidiu “enfrentar e responder aos ataques militares perpetrados com aeronaves e drones contra os quartéis-generais e as formações da FMP e outras formações das (suas) Forças Armadas, utilizando os meios disponíveis, em conformidade com o direito à legítima defesa e à resposta”, bem como perseguir os responsáveis por essas agressões, uma medida defendida diante do que denunciou como “ataques injustificados e graves violações da soberania iraquiana” por parte de Washington e Teerã.
Esses ataques ocorrem em meio à guerra desencadeada na região, depois que Israel e os Estados Unidos lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, matando o então líder supremo do país asiático, o aiatolá Ali Khamenei, no último dia 28 de fevereiro. O conflito já afeta outros países da região, como o Iraque, o Líbano e os países do Golfo Pérsico.
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