GOBIERNO DE IRAK - Arquivo
MADRID, 25 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo do Iraque convocou novamente nesta quarta-feira o encarregado de negócios dos Estados Unidos após um bombardeio realizado nas últimas horas contra uma instalação militar na cidade de Habaniya (centro), um ataque que atingiu uma clínica militar e uma unidade de engenharia e deixou sete soldados mortos.
O gabinete do primeiro-ministro do Iraque, Mohamed Shia al Sudani, indicou que a convocação visa transmitir um protesto firme pelo ocorrido, bem como “a posição inabalável do Iraque no que diz respeito à salvaguarda de sua soberania e à condenação dessas ações irresponsáveis, que equivalem a um crime grave”.
“Isso constitui um crime flagrante que viola o Direito Internacional e as normas estabelecidas que regem as relações entre os Estados, e prejudica a relação entre os povos do Iraque e dos Estados Unidos da América”, afirmou, ao mesmo tempo em que argumentou que esse tipo de ataque “apenas gerará maiores complicações e obstruirá os esforços para alcançar uma estabilidade sustentável na região”.
Assim, ele antecipou que também será apresentada “uma queixa formal, respaldada por provas e documentação detalhada”, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a ONU “para reafirmar os direitos do Iraque e de seu povo diante dessas violações”, de acordo com um comunicado publicado em suas redes sociais e assinado pelo porta-voz de Al Sudani, Sabá al Numan.
Al Numan lamentou que “apesar dos constantes esforços políticos e práticos do Iraque para manter o país à margem do conflito em curso, em consonância com o compromisso diplomático contínuo do Governo para alcançar um cessar-fogo, restabelecer a segurança e a estabilidade e garantir a liberdade de comércio, circulação e intercâmbio econômico regional e internacional, os ataques contra nossas unidades militares tenham persistido”.
Nesse sentido, destacou que o mais recente deles foi perpetrado em Habaniya e lembrou que as autoridades e as Forças Armadas iraquianas “têm o direito de responder por todos os meios disponíveis”. “Não ficaremos em silêncio diante das violações contra a santidade do sangue de nossos mártires”, advertiu.
O Ministério da Defesa iraquiano havia condenado horas antes o “ataque atroz”, executado apenas um dia depois de Al Sudani ter convocado os representantes diplomáticos dos Estados Unidos e do Irã em protesto contra os ataques de Washington contra as milícias pró-iranianas Forças de Mobilização Popular (FMP) e os de Teerã contra as forças de segurança do Curdistão iraquiano, no contexto do conflito no Oriente Médio.
Durante a jornada de terça-feira, pelo menos 15 membros das FMP — parte do aparato de segurança iraquiano —, incluindo um de seus comandantes, morreram em um bombardeio atribuído aos Estados Unidos contra uma de suas posições na província de Anbar, no oeste do Iraque.
Da mesma forma, um ataque atribuído a Teerã contra duas bases na região semiautônoma do Curdistão iraquiano matou pelo menos seis membros das forças de segurança curdas, em meio à guerra aberta após Israel e os Estados Unidos terem lançado uma ofensiva conjunta contra o Irã, em plena fase de negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático