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MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia' Al Sudani, anunciou no sábado o fim da coalizão internacional contra o Estado Islâmico (ISIS) liderada pelos Estados Unidos "através de um diálogo responsável" e disse que, em termos de segurança, o Iraque fará a transição para uma interação baseada em relações bilaterais com os membros da missão.
"Concluímos a missão da Coalizão Global contra o Daesh", disse al-Sudani, acrescentando que está "navegando em um caminho cuidadosamente calibrado para se isolar das repercussões de decisões que não levam em conta (seus) interesses nacionais", de acordo com a agência de notícias curda Rudaw.
O primeiro-ministro iraquiano destacou, nesse contexto, o papel proeminente da diplomacia regional, reiterando seu compromisso com iniciativas como a chamada Estrada do Desenvolvimento.
Al-Sudani referiu-se a essa rede rodoviária e ferroviária - projetada para conectar a Europa e o Golfo Pérsico via Turquia - como um "pilar econômico" que é crucial para "fortalecer a estabilidade regional" e a definiu como "um catalisador para promover o intercâmbio entre nações em várias áreas".
Esse anúncio ocorre depois que os EUA e o Iraque anunciaram conjuntamente, no final de setembro de 2024, que encerrariam a coalizão liderada pelos EUA "até o final de setembro de 2025" e conduziriam um processo de transição para estabelecer um mecanismo de parceria de segurança bilateral.
Conforme previsto na época, as operações militares na Síria continuariam até setembro de 2026 sob o mandato da coalizão, com o compromisso da chamada Comissão Militar Suprema - o órgão encarregado de implementar essa transição - de estabelecer um cronograma e realizar os "mecanismos" necessários para implementá-lo.
A missão internacional será, portanto, transformada em uma espécie de parceria de segurança bilateral com o objetivo de apoiar as forças iraquianas e continuar a manter a pressão sobre o Estado Islâmico no Oriente Médio.
A coalizão nasceu em 2014, no auge da ascensão do Estado Islâmico, que passou a controlar grande parte da Síria e do Iraque, aproveitando-se da instabilidade. Liderada pelos Estados Unidos, a Espanha contribuiu com cerca de 180 militares que ajudaram a treinar e qualificar as forças iraquianas na luta contra o terrorismo.
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