Publicado 27/04/2026 22:32

O Irã volta a acusar os EUA de “pirataria” e afirma que “devem prestar contas”

22 de abril de 2026, Mar Arábico, águas internacionais: O navio de transporte anfíbio da classe San Antonio da Marinha dos EUA, USS New Orleans, escolta o navio de carga iraniano M/V Touska após este ter sido abordado e alvejado por violar o bloqueio marí
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MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores do Irã denunciou nesta segunda-feira a “legalização descarada da pirataria” pela interceptação de dois navios iranianos na semana passada pelos Estados Unidos, país ao qual exigiu prestação de contas pelo bloqueio naval imposto por suas Forças Armadas, enquanto as negociações entre Washington e Teerã continuam sem chegar a um desfecho.

“Bem-vindos ao retorno dos piratas; só que agora eles operam com mandados judiciais emitidos pelo governo, navegam sob bandeiras oficiais e chamam sua pilhagem de ‘aplicação da lei’”, alertou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, em uma publicação nas redes sociais na qual afirmou que a interceptação norte-americana, na semana passada, dos navios Majestic e Tifani, ambos iranianos, “representa a legalização descarada da pirataria e do roubo à mão armada em alto mar”.

Nesse contexto, Baqaei afirmou que “os Estados Unidos devem prestar contas por esse comportamento descaradamente ilegal, que atenta contra o cerne do Direito Internacional e do livre comércio internacional, e ameaça os princípios básicos da segurança marítima”.

O porta-voz da diplomacia iraniana abordou assim o bloqueio imposto por Washington no mesmo dia em que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, garantiu que o governo de Donald Trump não tolerará que Teerã decida quais países fazem uso do estreito de Ormuz, ao considerar que a proposta iraniana, no âmbito das negociações, consiste na verdade em estabelecer um sistema de pagamento pelo uso dessa passagem fundamental para o comércio mundial.

“Não podem normalizar, nem podemos tolerar que tentem normalizar, um sistema em que os iranianos decidam quem pode usar uma via marítima internacional e quanto se deve pagar pelo seu uso”, afirmou Rubio em entrevista concedida à rede Fox News.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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