Publicado 15/04/2026 20:04

O Irã vincula um cessar-fogo no Líbano à "luta" do Hezbollah e pede aos EUA que abandonem a política de "Israel em primeiro lugar"

Archivo - Arquivo - TEERÃ, 28 de novembro de 2024  -- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responde a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa em Teerã, Irã, em 27 de novembro de 2024. ACOMPANHA A NOTÍCIA: "Irã está determinad
Europa Press/Contacto/Shadati - Arquivo

MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Parlamento do Irã, Mohamad Baqer Qalibaf, defendeu nesta quarta-feira que a obtenção de um cessar-fogo no Líbano será “fruto da resistência e da luta inabalável” do partido-milícia xiita libanês Hezbollah e da “unidade do ‘eixo da resistência’” —que engloba o Irã com seus grupos e milícias aliados no Oriente Médio—, ao mesmo tempo em que instou os Estados Unidos a abandonar sua "política errática de 'Israel em primeiro lugar'".

“A obtenção e a consolidação de um cessar-fogo geral no Líbano serão fruto da resistência e da luta inabalável do grande Hezbollah e da unidade do ‘eixo da resistência’”, afirmou Qalibaf em uma mensagem nas redes sociais, um dia depois de os governos do Líbano e de Israel terem acordado continuar suas conversações para pôr fim aos confrontos entre o Exército israelense e o Hezbollah, reativados desde o último dia 2 de março.

Em seguida, o presidente do Parlamento iraniano exortou os Estados Unidos a “cumprir o acordo” e a “abandonar” sua postura “errática” de “Israel em primeiro lugar”, acrescentando, logo em seguida, que “a Resistência e o Irã são uma única alma, tanto na guerra quanto no cessar-fogo”.

Suas palavras vêm após a reunião realizada nesta terça-feira em Washington entre as delegações de Israel e do Líbano, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aceitou na última quinta-feira a abertura de negociações bilaterais, apesar de Beirute ter reivindicado essas conversas em várias ocasiões anteriores.

Apesar do início dessas conversas, nesta mesma quarta-feira, o líder israelense anunciou que ordenou ao Exército de seu país que continue reforçando “a zona de segurança” no sul do Líbano, ao mesmo tempo em que garantiu que as forças israelenses estão “prestes” a tomar a localidade libanesa de Bint Jbeil, a pouco mais de três quilômetros da Linha Azul, a fronteira traçada pela ONU entre os dois países no ano 2000.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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