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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Parlamento do Irã, Mohamad Baqer Qalibaf, comunicou nesta terça-feira ao Líbano que Israel precisa se retirar das áreas ocupadas, em um momento em que os detalhes do acordo ainda são desconhecidos e os Estados Unidos e o Irã apresentam versões contraditórias sobre os compromissos relativos ao Líbano.
Em uma ligação com o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, o principal negociador iraniano enfatizou que “a guerra deve terminar em todas as frentes, incluindo o Líbano”, e que “os ocupantes devem se retirar das áreas ocupadas e que o povo do sul do Líbano deve retornar às suas casas com dignidade e orgulho”.
Segundo a agência de notícias Mehr, Qalibaf afirmou que as vitórias da “resistência pertencem ao mundo islâmico e são resultado dos sacrifícios dos mártires”, em referência ao líder supremo iraniano Ali Khamenei e ao líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, assassinados em ataques de Israel em 2026 e 2024, respectivamente.
Durante a ligação, Berri elogiou os esforços da República Islâmica para conseguir o fim da guerra no Líbano e agradeceu a Qalibaf “por seu papel pessoal na conclusão bem-sucedida das negociações”.
O Irã anunciou que a guerra com os Estados Unidos e Israel terminou “oficialmente” nesta segunda-feira, após a conclusão do acordo com Washington, antes de insistir que qualquer ataque israelense e a permanência de suas tropas em território libanês constituem uma violação do memorando de entendimento.
“O fim da guerra no Líbano é parte indissociável (do acordo)”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, ao mesmo tempo em que reiterou que “a guerra não termina sem que Israel se retire dos territórios libaneses que ocupou”.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu moderação a Israel no Líbano para evitar que o pacto com Teerã seja prejudicado, embora tenha evitado especificar se uma das condições é a retirada do Exército israelense das áreas ocupadas no sul.
Conforme afirmou à margem da cúpula do G7, realizada na França, a guerra no Líbano é uma questão “menor” em comparação com o conflito com o Irã. “Temos esse pequeno problema que sempre reaparece, que é o Hezbollah”, reconheceu ele sobre o grupo miliciano xiita apoiado pelo Irã e que Israel combate no sul do país vizinho — principal argumento que usa para manter sua campanha militar.
Dessa forma, ele enfatizou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve agir com “mais responsabilidade em relação ao Líbano”, criticando o fato de que o Exército israelense vem combatendo o Hezbollah há “muito tempo”.
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