Publicado 15/03/2026 07:27

O Irã retoma seus ataques a Israel enquanto a Guarda Revolucionária ameaça de morte Netanyahu

PEQUIM, 15 de março de 2026 — Um homem carrega pertences recolhidos de casas destruídas em Teerã, no Irã, em 12 de março de 2026.
Europa Press/Contacto/Sha Dati

Israel responde com uma nova operação militar em grande escala contra o oeste do Irã. As autoridades iranianas especulam que os EUA estejam preparando um ataque de bandeira falsa “semelhante ao 11 de setembro” para culpar Teerã. MADRID 15 mar. (EUROPA PRESS) -

O Irã lançou nesta manhã uma nova série de projéteis contra o sul e o centro de Israel, o que foi respondido pelo Exército israelense com o anúncio de outra operação militar contra alvos no oeste da República Islâmica, sem que, até o momento, haja registro de vítimas em nenhum desses locais.

Os projéteis iranianos foram direcionados, em particular, contra a cidade portuária de Eilat, no sul do país, e, até o momento, há relatos de impactos e da derrubada de um míssil com munição de fragmentação, sem mais detalhes, conforme informado pelo Exército ao 'Times of Israel'.

Enquanto isso, a Força Aérea israelense lançou uma nova onda de ataques aéreos “extensos” no oeste do Irã, conforme anunciado pelo próprio Exército israelense, em ataques “dirigidos contra instalações de infraestrutura do regime iraniano”.

Por outro lado, também continua a guerra psicológica com a ameaça proferida neste domingo pela Guarda Revolucionária do Irã, que declarou sua intenção de matar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A Guarda Revolucionária fez uma breve alusão à ausência incomum de Netanyahu na reunião deste último sábado da cúpula de segurança de Israel, o que alimentou as teorias da conspiração de que o primeiro-ministro israelense poderia ter sido ferido em algum momento dos ataques iranianos.

“Se esse criminoso assassino de crianças continuar vivo, continuaremos perseguindo-o e o mataremos”, declarou a Guarda Revolucionária em seu meio oficial Sepah News.

Além disso, as autoridades iranianas dedicaram as últimas horas a alimentar a possibilidade de que os Estados Unidos e Israel estejam realizando ataques de bandeira falsa para culpar o Irã por bombardeios contra a população civil da região, como apontou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.

O secretário de Segurança Nacional, Alí Lariyani, foi ainda mais longe ao afirmar que o governo dos Estados Unidos está envolvido em uma conspiração para perpetrar um atentado em seu próprio território da magnitude dos ocorridos em 11 de setembro de 2001 e culpar o Irã por isso.

“Ouvi dizer que os membros remanescentes da rede de Epstein”, declarou ele, referindo-se ao governo dos EUA e à investigação sobre o falecido empresário e traficante sexual Jeffrey Epstein, “tramaram uma conspiração para criar um incidente semelhante ao do 11 de setembro e culpar o Irã. O Irã se opõe veementemente a tais planos terroristas e não está em guerra com o povo americano”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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