Europa Press/Contacto/Gavriil Grigorov
Araqchi elogia o fato de os EUA terem confirmado que “as poderosas Forças Armadas iranianas foram as primeiras a derrubar um famoso F-35”
MADRID, 20 maio (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã ressaltou que uma retomada da ofensiva contra o país por parte dos Estados Unidos e de Israel geraria “muito mais surpresas” para os agressores, ao mesmo tempo em que lembrou a confirmação de Washington sobre a destruição de mais de 40 aeronaves, drones e helicópteros no âmbito das hostilidades, elogiando as capacidades das Forças Armadas iranianas.
“Um mês após o início da guerra contra o Irã, o Congresso dos Estados Unidos reconhece a perda de dezenas de aeronaves que valem bilhões (de dólares)”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, que destacou que “está confirmado que as poderosas Forças Armadas iranianas foram as primeiras a derrubar um famoso F-35”.
“Com as lições aprendidas e o conhecimento adquirido, o retorno à guerra trará muitas outras surpresas”, sublinhou ele, anexando um comunicado do Congresso dos Estados Unidos que detalha as perdas de aeronaves durante o conflito, desencadeado pela ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
Esse documento indica que quatro F-15E Strike Eagle foram destruídos ou sofreram danos — três deles após serem abatidos por “fogo amigo” no Kuwait —, aos quais se somam um F-35A Lightning II, um A-10 Thunderbolt II, sete KC-135 Stratotanker — dedicados ao reabastecimento —, um E-3 Sentry de alerta e controle aerotransportado, dois MC-130J Commando II para operações especiais, um helicóptero HH-60W Jolly Green II, 24 drones 'MQ-9 Reaper' e um drone de vigilância de alta altitude 'MQ-4C Triton'.
As declarações de Araqchi foram feitas depois que o porta-voz do Exército iraniano, Mohamad Akraminia, ameaçou “abrir novas frentes” caso os Estados Unidos retomassem sua ofensiva, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou na segunda-feira, em um comunicado publicado nas redes sociais, que havia suspendido ataques previstos supostamente para terça-feira, após um pedido da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e do Catar.
Os Estados Unidos e o Irã estão imersos em um processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as diferenças nas posições tenham impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que sediou um primeiro encontro cara a cara após o acordo de cessar-fogo firmado em 8 de abril, prorrogado desde então sem prazo determinado por Trump.
O bloqueio do Estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona por forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo. Apesar disso, ambos os países mantêm seus contatos por meio da mediação de Islamabad.
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