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MADRID, 28 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã enfatizou nesta terça-feira que os Estados Unidos “já não estão em posição de ditar suas políticas a nações independentes”, em meio às tensões no processo de negociações iniciado para tentar chegar a um acordo após a ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelas forças israelenses e americanas contra o país asiático.
O porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, sublinhou que “os Estados Unidos devem aceitar que têm de abandonar suas exigências ilegais e irracionais” e destacou que “hoje em dia, todo o mundo considera os Estados Unidos e o regime sionista — em referência a Israel — como símbolos do terrorismo de Estado”.
Além disso, elogiou a “perseverança” da população do Irã e de suas Forças Armadas e afirmou que Teerã “está preparada para compartilhar experiências sobre a derrota dos Estados Unidos” com “países independentes”, entre eles os membros da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), conforme noticiado pela rede de televisão pública iraniana, IRIB.
Os Estados Unidos e o Irã estão imersos em um processo de diálogo, mediado pelo Paquistão, para tentar chegar a um acordo para o fim do conflito no Oriente Médio. No entanto, as divergências nas posições têm impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião na capital paquistanesa, Islamabad, que sediou um primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo de 8 de abril, prorrogado desde então sem prazo determinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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