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Qalibaf adverte que haverá respostas “mais rápidas, mais duras e mais dolorosas” a qualquer ataque dos Estados Unidos contra o Irã
MADRID, 6 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Parlamento do Irã e chefe da delegação iraniana nas negociações, Mohamad Baqer Qalibaf, enfatizou neste domingo que os Estados Unidos “devem entender antes que seja tarde demais” que “as regras do jogo mudaram”, ao mesmo tempo em que advertiu sobre golpes “mais rápidos e intensos” em resposta a qualquer ataque por parte das tropas americanas.
“Se ainda não entenderam, devem entender antes que seja tarde demais que as regras do jogo mudaram e que, a partir de agora, qualquer violação dos interesses e da segurança do Irã receberá uma resposta mais rápida, mais dura e mais dolorosa”, afirmou.
“Os americanos deveriam ter entendido que a era da ‘resposta proporcional’ chegou ao fim e que nossos ataques contra as bases do agressor nas últimas operações foram apenas o começo”, após a última troca de ataques em consequência dos recentes bombardeios por parte dos Estados Unidos.
Assim, ele sustentou que os últimos “ataques violentos” do Irã contra “bases americanas” na região do Oriente Médio levaram “os líderes daquele país a um estado de desespero”. “Eles usam palavras vazias e recorrem à Inteligência Artificial para gerar fotos e vídeos do campo de batalha”, destacou.
Qalibaf observou ainda que, além da via militar, a “batalha principal” que o Irã enfrenta é a econômica, em meio à campanha de pressão lançada pelos Estados Unidos, aos quais acusou de “tentar paralisar a cadeia de suprimentos e a produção de energia por meio da intensificação das sanções”.
“Devemos criar novas capacidades para uma gestão inteligente no âmbito das importações, com o objetivo de fomentar a produção e utilizar o poder das elites para construir uma barreira contra a ganância dos estrangeiros”, defendeu perante o Parlamento, de acordo com uma transcrição de suas declarações divulgada por meio de suas redes sociais.
Nesse sentido, argumentou que “a população que permaneceu em seus postos diante do sanguinário inimigo norte-americano está passando por dificuldades e não tolerará má gestão ou inação”. “Eles esperam que abordemos rapidamente essa questão, o que é um direito indiscutível da população”, acrescentou.
Por fim, ele apelou para “manter a coesão interna e a dissuasão externa” para poder “enfrentar o inimigo”. “Qualquer declaração ou ação que enfraqueça esses pilares fundamentais não só é contrária à prudência racional, mas também às recomendações do líder supremo (Mojtaba Jamenei)”.
Nos últimos dias, os Estados Unidos lançaram várias ondas de bombardeios contra o Irã, que respondeu com ataques contra interesses americanos na região, em meio ao impasse no diálogo mediado pelo Paquistão para se chegar a um acordo que encerre a guerra iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou no sábado ter destruído três petroleiros que associou à Guarda Revolucionária do Irã, no que descreveu como sua resposta a um ataque contra dois navios de guerra americanos posicionados na zona do Estreito de Ormuz. Teerã já respondeu com ataques contra navios nessa rota marítima.
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