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Teerã insiste no direito de protestar e pede para “superar a crise com base na racionalidade e na confiança coletiva” MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã enfatizou nesta terça-feira que os estudantes do país têm o direito de se manifestar e esclareceu que “eles devem entender quais são os limites”, após o início, no fim de semana, de uma série de mobilizações em vários campi universitários, sobre as quais as autoridades não se pronunciaram oficialmente até agora.
“Os estudantes têm feridas no coração e viram cenas que podem deixá-los irritados, o que é compreensível”, disse a porta-voz do governo iraniano, Fatemé Mohajerani, que afirmou que “as questões sagradas e a bandeira são linhas vermelhas que devem ser protegidas e das quais não se deve desviar, mesmo em momentos de raiva”.
“Devemos saber que superaremos a crise com racionalidade, confiança coletiva e aceitação dos erros”, afirmou, antes de acrescentar que “os vendedores de sonhos e os estrangeiros” são “duas facas afiadas que querem que o Irã fique ferido e fraco”, segundo informou a rede de televisão pública iraniana, IRIB.
Os protestos começaram no sábado, coincidindo com o início do novo semestre universitário, um dia marcado por mobilizações a favor e contra o governo, nas quais, no segundo caso, foram entoados slogans semelhantes aos dos protestos contra a crise econômica entre dezembro e janeiro, que resultaram em milhares de mortos.
As autoridades do Irã anunciaram recentemente a criação de uma comissão de investigação sobre os últimos protestos contra a crise econômica, após estimar em mais de 3.000 o número de mortos nesses incidentes, um número que uma ONG com sede nos Estados Unidos estimou em mais de 7.000 mortos.
O governo iraniano denunciou em várias ocasiões a presença de “terroristas” apoiados pelos Estados Unidos e Israel nos protestos com o objetivo de perpetrar ataques e aumentar o número de vítimas para que o presidente americano, Donald Trump, pudesse concretizar sua ameaça de lançar um ataque contra o país.
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