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MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Parlamento e chefe de negociações do Irã, Mohamed Baqer Qalibaf, ressaltou nesta terça-feira que o Estreito de Ormuz não será aberto até que os Estados Unidos cumpram seus compromissos no âmbito do memorando de entendimento assinado em meados de junho e que já ultrapassou os prazos estabelecidos para se chegar a um acordo final para a cessação das hostilidades.
Em declarações durante sua visita ao Iraque, onde abordará a situação regional, Qalibaf destacou que “aplicando a lógica e a força”, e por meio da coordenação entre as esferas diplomática e militar, o Irã “está tentando obrigar a América delirante a reconhecer os direitos do povo iraniano”.
“Deixo claro que, enquanto os Estados Unidos não cumprirem seus compromissos no memorando — incluindo o levantamento do bloqueio, a liberação dos ativos congelados, o levantamento do embargo ao petróleo, o fim das ameaças e das operações militares em todas as frentes, e demais condições com as quais se comprometeu no referido memorando, o estreito não será aberto”, afirmou o líder iraniano, em declarações divulgadas pela agência Tasnim.
Qalibaf destacou que, uma vez concluído o prazo de 60 dias para negociar com os Estados Unidos um possível acordo de paz definitivo, Teerã aproveitou “a oportunidade” oferecida pelo memorando de entendimento “para aumentar a resiliência econômica do Irã e reconstruir suas capacidades de defesa”.
Dessa forma, ele alertou que a República Islâmica “está pronta para infligir ao inimigo uma derrota mais severa do que antes, proporcionalmente às suas ações e agressões”.
Com relação à situação da guerra e à falta de avanços nas negociações com Washington, ele indicou que Teerã esperava que, uma vez que os Estados Unidos tivessem aceitado o memorando de entendimento “por puro desespero”, “logo descumprissem seus compromissos para compensar sua dura derrota política”.
Essas declarações ocorrem no momento em que expirou o prazo de 60 dias que os Estados Unidos e o Irã estabeleceram para chegar a um acordo global para o fim da guerra no Oriente Médio, que deveria incluir também medidas para limitar o programa nuclear iraniano.
Em uma nova reviravolta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira atacar Omã, apesar de as autoridades omanitas terem atuado como mediadoras em todo o processo e estarem negociando com o Irã a gestão do Estreito de Ormuz, caso Mascate “se interponha” aos seus objetivos. Ele sugeriu ao Irã que deve “hastear a bandeira branca” e “se render” diante da situação pela qual o país passa devido à guerra iniciada em fevereiro passado, após admitir que não se chegará a um acordo negociado.
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