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MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
O comando da Força Naval da Guarda Revolucionária do Irã enfatizou neste domingo que o estratégico Estreito de Ormuz “nunca mais será como era”, conforme havia assinalado na véspera o porta-voz da Presidência do Parlamento iraniano, Abbas Goudarzi, embora o referido órgão militar tenha sublinhado que essa afirmação é dirigida “especialmente aos Estados Unidos e a Israel”, países que lançaram, no último dia 28 de fevereiro, uma ofensiva conjunta contra Teerã.
“O estreito de Ormuz nunca mais será como era, especialmente para os Estados Unidos e Israel”, advertiu o referido comando em uma mensagem publicada em suas redes sociais.
Além disso, o corpo de segurança precisou que a Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana “está concluindo” os “preparativos operacionais para os funcionários iranianos para a nova ordem no Golfo Pérsico”.
Este anúncio, semelhante ao feito na véspera pelo Parlamento iraniano, mas dirigido especificamente aos Estados Unidos e a Israel, ocorre horas depois de o inquilino da Casa Branca, Donald Trump, ter lançado sua ameaça mais contundente e repleta de insultos às autoridades iranianas que bloquearam a navegação no estreito.
“Na próxima terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo em um”, declarou Trump antes de garantir que não haverá “nada parecido” com o ataque que ele desencadeará se Teerã não aceitar seu ultimato. Este aviso do morador da Casa Branca foi repetido nos termos mais contundentes possíveis: “Abram a porra do estreito, seus malucos filhos da puta, ou vão viver no inferno. Esperem e verão. Louvado seja Alá”, concluiu.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, advertiu que, se os Estados Unidos finalmente atacarem as usinas elétricas de seu país, estarão cometendo um crime de guerra; assim como, de acordo com uma mensagem publicada neste domingo pela televisão da República Islâmica, IRIB, datada de 12 de março, o líder supremo iraniano, Mojtaba Jamenei, destacou que o estreito de Ormuz “deve permanecer fechado”.
Neste mesmo domingo, a agência de notícias iraniana Fars destacou que, de acordo com as últimas estatísticas sobre o tráfego marítimo pelo estreito, nas últimas 24 horas atravessaram o estreito com permissão do Irã um total de 15 navios, ou seja, cerca de 10% dos que circulavam antes da guerra.
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