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MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã e dos Estados Unidos protagonizaram nesta quarta-feira uma troca de desmentidas sobre a situação do Estreito de Ormuz, depois que o presidente dos Estados Unidos afirmou que o estreito está sob “controle total” de seu governo, em meio às dificuldades para que as partes retomem as negociações.
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), o órgão criado em maio passado por Teerã para gerenciar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, afirmou que “as repetidas declarações e publicações das autoridades americanas de que o Estreito de Ormuz não está mais bloqueado não alteram a realidade”.
Assim, em uma mensagem sucinta em suas redes sociais, defendeu que “o Estreito de Ormuz continua bloqueado e não será reaberto até que as condições do Irã sejam aceitas”, ou seja, o fim do bloqueio naval aos seus portos, um cessar-fogo que inclua o Líbano e a Faixa de Gaza, bem como a liberação dos fundos iranianos congelados por Washington.
Horas antes, Trump afirmou em suas redes sociais que “os Estados Unidos têm controle total sobre o Estreito de Ormuz”. “Acredito que vamos mantê-lo!”, declarou, antes de reiterar sua referência ao bloqueio naval ao Irã como uma “parede de aço”.
“O Irã não pode fazer nada a respeito. (...) O país deles está ‘arruinado’. A única coisa que têm são notícias falsas e uma inflação de 300%, e a situação só piora! O Irã é só conversa e nada de fatos, não é mais o valentão do Oriente Médio”, destacou mais uma vez.
Enquanto isso, o Exército dos Estados Unidos informou que suas forças redirecionaram 59 navios comerciais, “imobilizaram” três e “abordaram” outros dois para garantir o “cumprimento do bloqueio” imposto aos portos iranianos.
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