MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano rejeitou as acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre sua suposta responsabilidade no último fracasso das negociações entre Israel e o Hamas, e assegurou que essas queixas não passam de uma forma de Washington se esquivar de seu envolvimento nos "crimes" na Palestina.
O Irã reiterou que, "em uníssono" com muitos outros países, condenou enfaticamente o "genocídio" que Israel está cometendo contra a população palestina da Faixa de Gaza e pediu um cessar-fogo e um plano de paz para aliviar o "sofrimento" dos habitantes de Gaza.
É por isso que as últimas acusações de Trump são "absolutamente infundadas", disse o porta-voz das relações exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, que observou que a posição do Hamas em defesa de seu povo é sólida o suficiente para não precisar da intervenção de terceiros nas negociações.
"Essas declarações são uma forma de fugir da responsabilidade dos Estados Unidos nos crimes cometidos pelo regime sionista contra o povo palestino", disse Baghaei, alertando que 60 mil pessoas foram mortas por bombas e ataques israelenses desde 7 de outubro de 2023.
Baghaei destacou que Washington é responsável pelo cerco a Gaza, pela obstrução israelense à distribuição de ajuda e pelas mortes causadas por fome e doenças, enquanto os palestinos continuam a cair nas "armadilhas mortais" que são os pontos de ajuda administrados por "uma empresa americana".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã pediu às autoridades norte-americanas que parem de enviar armas a Israel e forcem o país a interromper o "genocídio" e permitir a entrega de ajuda humanitária, bem como sua distribuição "honrosa" por meio de canais endossados pela comunidade internacional e pelas ONGs.
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