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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas rejeitaram as últimas ameaças proferidas nesta terça-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poucas horas antes do término do prazo de seu último ultimato, e lembraram-no de que fazem parte de “uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios” de seus inimigos.
“O Irã não é um ‘incidente’ na história, mas a própria história. Uma civilização que sobreviveu a séculos de agitação e delírios daqueles que lhe desejam o mal”, enfatizou Mohammad Reza Aref, assessor do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em uma mensagem nas redes sociais.
Aref destacou que o Irã “não se deixará intimidar pela retórica primitiva de Trump” e garantiu que responderão “às barbaridades do inimigo” defendendo os interesses nacionais e confiando na “força” do povo iraniano.
O assessor de Pezeshkian responde assim à última diatribe de Donald Trump, que ameaçou fazer com que “uma civilização inteira” morra esta noite, poucas horas antes do fim do seu ultimato ao Irã para chegar a um acordo.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar”, escreveu ele em suas redes sociais, de onde previu que nas próximas horas se viverá “um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”.
Trump reiterou em várias ocasiões esse ultimato ao Irã, ao qual exige a reabertura do Estreito de Ormuz, chegando até a ameaçar destruir instalações civis, como pontes, usinas de energia e usinas de dessalinização.
À medida que o presidente dos Estados Unidos aumenta o tom de suas intimidações, no Irã consideram essas exigências “irracionais” e “excessivas”, em meio a apelos internacionais ao diálogo para pôr fim à guerra.
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