Publicado 17/09/2026 08:29

O Irã rejeita as acusações da Suécia sobre ameaças aos interesses israelenses e expulsa um diplomata sueco

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo da bandeira do Irã.
Gerald Matzka/dpa - Arquivo

Teerã classifica como “infundadas” as críticas de Estocolmo e critica as “políticas destrutivas” do governo da Suécia

MADRID, 17 set. (EUROPA PRESS) -

As autoridades do Irã rejeitaram nesta quinta-feira as “infundadas" acusações da Suécia sobre uma suposta ameaça de Teerã aos interesses israelenses e judeus no país europeu e anunciaram a expulsão de um diplomata sueco como medida de reciprocidade a essa ação de Estocolmo ocorrida apenas um dia antes.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que a medida da Suécia é “injustificada” e “violadora do Direito Internacional”, argumentando que Estocolmo não apresentou “razões válidas” para a expulsão do diplomata iraniano após fazer acusações sobre “interferência iraniana nos assuntos de segurança do país”.

“Rejeitamos as acusações contra o Irã e consideramos totalmente injustificadas as ações do governo da Suécia para impedir que um diplomata iraniano continue seu trabalho”, afirmou, antes de ressaltar que a medida “é, sem dúvida alguma, resultado da influência do regime sionista e uma tentativa de prejudicar as atividades da Embaixada do Irã em Estocolmo”.

Por isso, o ministério enfatizou que “adotará as medidas necessárias para proteger seus direitos e interesses nacionais”, em consonância com o que convocou o embaixador da Suécia em Teerã para lhe transmitir um “firme protesto” e notificá-lo da expulsão de um diplomata sueco como medida de reciprocidade, conforme informou a emissora de televisão pública iraniana, IRIB.

Nesse sentido, destacou que o Irã protestou junto ao embaixador sueco contra as “políticas destrutivas” de Estocolmo, “especialmente a retórica vulgar contra o Irã e o acolhimento de elementos terroristas anti-iranianos”, ao mesmo tempo em que destacou que há “motivos claros” para a expulsão de um diplomata atualmente presente no país.

A medida de Teerã ocorre um dia depois de o Ministério das Relações Exteriores da Suécia ter convocado o embaixador iraniano no país, Hoyatolá Faqani, para informá-lo de que “um funcionário da Embaixada do Irã na Suécia deve deixar o país por participar de atividades incompatíveis com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”.

Em seguida, o ministro da Justiça sueco, Gunnar Strommer, destacou que o Irã realizou “atividades que ameaçam a segurança” no país, especificamente contra interesses judeus e israelenses, segundo o jornal sueco ‘Aftonbladet’. “Isso foi feito, entre outras coisas, por meio do uso de gangues criminosas”, afirmou ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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